segunda-feira, 26 de setembro de 2011

David Brainerd (1718-1747)



David Brainerd nasceu a 20 de abril de 1718, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos da América. Seu pai se chamava Ezequias Brainerd, um advogado, e sua mãe, Dorothy Hobart, era filha do Pr. Jeremias Hobart. David foi o terceiro filho, de um total de cinco filhos e quatro filhas. Foi um menino de saúde muito frágil, que acabou sendo privado de uma vida social mais dinâmica com outros garotos de sua idade. Sempre teve uma natureza sóbria, e um espírito reservado. Em sua infância, embora preocupado com o destino de sua alma, não sabia o que era conversão. Seu pai morreu quando ele estava com apenas nove anos, e aos catorze anos ele perdeu também sua mãe. Tornou-se ainda mais tristonho e melancólico, e os valores religiosos que recebeu na infância começaram a declinar em sua juventude.

Entretanto, como fruto da obra preveniente da graça divina, Brainerd afastou-se de algumas companhias indesejáveis, e começou a dedicar tempo à oração individual. Começou a ler mais a Bíblia e formou com outros jovens um grupo para encontros dominicais. Começou a dedicar bastante atenção às pregações, e procurava aplicá-las à sua vida. Ainda assim, ele não conhecia a Cristo pessoalmente. Tornou-se ainda mais zeloso no terreno da religiosidade, e sentiu a convicção e o peso do pecado, adquirindo o mais agudo senso do perigo e da ira de Deus. Contudo, suas esperanças ainda não estavam depositadas na justiça de Cristo, mas em si mesmo. Finalmente, o Espírito de Deus o conduziu à fé em Cristo, e ele passou a experimentar o descanso de uma vida justificada, e a ação do poder de Deus em uma Novidade de Vida. Tinha vinte e um anos.

Dois meses depois de sua conversão, Brainerd ingressou na Universidade de Yale. Mesmo num contexto de algumas pressões, ele dedicou bom tempo à comunhão a sós com Deus. As enfermidades, muitas vezes, atrapalhavam seus estudos. Num momento particularmente difícil, ele contraiu tuberculose e expelia sangue pela boca. Ainda assim, ele trabalhou intensamente e obteve distinção como estudante. Porém, quando estava em seu terceiro ano de universidade, teve de deixar a escola devido a uma circunstância bastante delicada. Isso significou um grande desapontamento para ele, pois, mais tarde, no dia em que os outros colavam grau, Brainerd escreveu em seu diário: “Neste dia eu deveria receber meu diploma, mas Deus achou conveniente negar-me isso”.

Foi justamente nesse período que se acentuaram suas preocupações com as almas perdidas. Ele começou a pensar profundamente sobre as pessoas que nunca tinham ouvido falar de Cristo. Chamou-lhe particular atenção a triste condição dos índios norte-americanos. Não havia muitos missionários trabalhando entre eles. Brainerd começou a colocar em prática o seu amor pelos índios, obtendo maiores informações sobre sua realidade e orando freqüentemente por eles. O desejo de levar o Evangelho aos índios foi crescendo em seu coração.

A ocasião surgiu em que Brainerd pôde apresentar-se como missionário aos índios. Sua saúde precária era um fator de preocupação, tendo em vista as condições inóspitas e difíceis que enfrentaria. Seus amigos lhe diziam: “Se Deus quer que você vá, Ele lhe dará forças”. Quando tinha vinte e quatro anos ele escreveu em seu diário: “Quero esgotar minha vida neste serviço, para a glória de Deus”. No ano seguinte ele começou a dedicar sua vida pregando aos índios nas florestas solitárias e frias. Vendeu seus livros e roupas que não usaria, e começou a vida bastante isolada e marcada por uma trajetória de auto-sacrifício e sofrimento. Mas Deus o abençoou ricamente. Como um “grão de trigo que morre ao cair na terra”, Brainerd não ficou só; a morte deste “grão de trigo” produziu muito fruto - tendo tido o privilégio de visitar alguns lugares relacionados à vida de Brainerd, inclusive o local em que ele primeiramente pregou aos índios, fiquei pessoalmente impressionado ao tomar ciência do seu caráter e renúncia, fruto da poderosa graça de Deus em sua vida. Freqüentemente, Brainerd ficou exposto ao frio e à fome. Não podia ter o conforto da vida normal. Viajava a pé ou cavalgando por longas distâncias, dia e noite. As viagens eram sempre perigosas. Para atingir algumas tribos distantes, devia passar por montanhas íngremes na escuridão da noite. Atravessou pântanos perigosos, rios de forte correnteza, ou florestas infestadas de animais selvagens. Tinha de viajar quinze a vinte e cinco quilômetros para comprar pão, e, às vezes, antes de comê-lo, o pão estava azedo ou mofado. Dormia sobre um monte de palha que estendia sobre tábuas erguidas um pouco acima do chão. Em muitos momentos estava só, e ficava feliz quando podia contar com seu intérprete para conversar. Não tinha companheiros cristãos com quem pudesse dividir o fardo em momentos de comunhão e oração. “Não tenho nenhum conforto, a não ser o que me vem de Deus”, escreveu ele.
Seu ministério tornou-se bem amplo, alcançando índios nos estados norte-americanos de Nova York, Nova Jersey, e ao leste da Pensilvânia. Havendo encontrado os índios em meio a muitas superstições, e recebendo muitas vezes os efeitos da fúria de seus sacerdotes, Brainerd pôde declarar o poder de Deus acima de todos os deuses. Apesar de todas as dificuldades, ele era movido por um intenso desejo de contemplar a salvação dos índios. Com isto em vista, ele aliou, por muitas vezes, o jejum à oração. “Não importa onde ou como vivi, ou por que dificuldades passei, contanto que tenha, desta maneira, conquistado almas para Cristo”, escreveu ele. Boa parte de seu trabalho era feito em lutas físicas, especialmente tendo em vista sua saúde sempre precária, e , como escreveu Edwards, “sua própria constituição e temperamento natural, muito inclinado para a melancolia” – e sobre isto, acrescenta Edwards, “ele excedeu a todas as pessoas melancólicas que conheci”.

O fato é que Deus honrou sobremaneira o ministério de Brainerd. O Espírito de Deus desceu poderosamente sobre os índios, num grande avivamento que afetou tribos inteiras. Por volta de 1745, mesmo os índios que viviam de forma impiedosa, opondo-se à pregação do Evangelho, se convenceram do pecado. Vários se converteram. Muitos brancos, que apareciam por curiosidade para ouvir o que Brainerd dizia aos índios, também foram convertidos. Índios de toda floresta ouviram falar de Brainerd e vinham em grande número ouvi-lo. Era muito comum ouvir os altos brados dos índios pela misericórdia de Deus, toda vez que Brainerd pregava. Seu ministério influenciou também as crianças índias. Ele criou escolas em que elas eram ensinadas a lavrar a terra e a semear, além de receberem os ensinos do Evangelho de Cristo.
Ao escolher o trabalho nas florestas úmidas, Brainerd sabia que não poderia esperar viver muito. Ele assistiu seu corpo definhar, pouco a pouco. Aos vinte e nove anos, foi colocado em seu leito de morte, sofrendo terrível agonia e dor física. Testemunhou de Cristo em seus momentos finais, e anelava por encontrar-se com o Senhor. Ele faleceu em 09 de outubro de 1747, tendo sido sepultado em Northampton, Massachusetts. Jonathan Edwards conduziu o funeral. Foi uma vida curta, mas que glorificou a Deus grandemente.

Edwards, que o conheceu muito bem, podia dizer de Brainerd:

(...) dotado de um gênio penetrante, de pensamento claro, de raciocínio lógico e de julgamento muito exato, como era patente para todos que o conheciam. Possuidor de grande discernimento da natureza humana, perscrutador e judicioso em geral, ele também sobressaía em juízo e conhecimento teológico, e, sobretudo, na religião experimental.

Num artigo em 2001, eu escrevi:

David Brainerd é um exemplo de alguém que resolveu colocar sua vida no altar (...) As privações, o trabalho incansável, as intempéries consumiram o seu vigor. Uma prolongada enfermidade ceifou sua vida. Devido à sua fragilidade física e aos rigores do campo missionário, ele contraiu tuberculose. Brainerd calculou o preço do seguir a Cristo e deliberadamente fez uma escolha que significava separar-se do mundo civilizado, com suas vantagens, e associar-se à dureza, ao trabalho e, possivelmente, a uma morte prematura e solitária. Entretanto, homens como William Carey, Henry Martyn, Robert Mürray McCheyne, John Wesley, Jonathan Edwards, Charles Spurgeon, Oswald Smith, Jim Elliot, citando apenas alguns, testemunharam a grande influência da biografia de Brainerd em suas vidas. Um biógrafo de Brainerd diz que ele “foi como uma vela que, na medida em que se consumia, transmitia luz àqueles que estavam em trevas”.
Algo muito importante que Brainerd fez foi escrever um diário, no qual registrou as experiências que lhe surgiram. Neste diário, editado por Jonathan Edwards, Brainerd faz uma breve explanação de sua infância e juventude, e começa a narrar-nos os fatos, escrevendo periodicamente a partir de 18 de outubro de 1740. Ainda que Brainerd tenha lutado quase que “invencivelmente” contra a publicação de qualquer porção de seu diário, este, publicado depois de sua morte, tem sido um instrumento de Deus para influenciar a vida de muitas pessoas. O Diário de David Brainerd foi publicado em português pela Editora FIEL, em 1993.

Fonte: http://femilagres.blogspot.com/2009/05/david-brainerd-1718-1747.html

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos (Sl 119:120)

Por Alexandre Nobre

O homem sempre foi um descobridor. Em sua natureza, não bastava apenas saber que algo existia, ou poderia existir, era necessário saber como existia e porquê. E a busca desse conhecimento propôs uma viagem não apenas para o exterior, mas principalmente ao interior. Os filósofos deram sua contribuição. Sócrates, Platão e tantos outros propuseram o autoconhecimento como forma de evolução caracterizada pelo “conheça-te a ti mesmo”.
Mas em todo o seu esforço próprio, o homem vem, geração após geração mostrando que em nada tem aprendido, tanto com os erros de outros, quanto com seus próprios tropeços. Isso mostra que não adianta obedecermos a regras que criamos e acreditamos que nos trará evolução. A natureza do homem está corrompida pelo pecado, e essa corrupção, uma vez instalada, não poderá ser transformada por méritos humanos próprios. Mas então, qual a nossa real natureza? E o que fazer para alcançarmos os propósitos de Deus para nossas vidas?
Precisamos aprender de Deus pela Sua Palavra. Nela está toda fonte de entendimento e sabedoria espiritual para vencermos a nós mesmos e a esse mundo corrupto. É a contínua negação de toda auto-justiça; o constante martírio de nossas vontades que farão de nós verdadeiros cristãos!
Por isso, quando nos colocamos na presença de Deus, devemos ter em nós gerado o mais puro e penetrante temor. Isso mesmo!! Olhe agora para a Palavra de Deus e Sua justiça! Veja qual é a sua posição diante Dele. Não há nenhum traço em nós de justiça ou bondade; somos extremamente maus e nosso coração não poderia gerar o desejo de buscar a Deus se, pelo Espírito, não fosse alcançado e por Cristo não fossemos reconciliados com nosso Pai. Ouça os justos juízos de Deus com temor até que sua alma grite pela misericórdia de Deus e até que todas as suas forças de desvaneçam diante do Todo Poderoso.
Precisamos aprender que o arrependimento não é algo que ficou lá atrás no momento de nossa conversão; mas algo que deve latejar em nossos corações quando diariamente somos confrontados com a Palavra de Deus! Se você deseja esse temor medicinal dentro do seu coração, que pode tratar nossa maldade e injustiça diante do Deus justo, faça como os grandes homens do passado, que abraçaram a Palavra vida de Deus como quem se agarra na única força que pode impedir de sermos lançados completamente no fogo do inferno, sofrendo assim a santa ira de Deus!
Não se detenha, meu irmão, em abandonar tudo o que possa te separar de Cristo. Não espere que alguém lhe sugira o abrir mão disso ou daquilo; caminhe pela Palavra; chore sobre ela para que Deus lhe abra o entendimento da forma que você deve caminhar. Lembre-se que os pensamentos de Deus e Seus caminhos são maiores e melhores que os seus.
Apenas os santos juízos de Deus podem lhes abrir o entendimento. Por isso não espere o mandamento do homem, antes, porém, negue-se a si mesmo e a tudo o que o mundo tem para te oferecer. Quando puder olhar para si mesmo, vendo qual a sua situação como Paulo escreveu aos Romanos no capítulo 3, volte-se para as palavras do profeta Isaías, que no capítulo 53 escreveu, inspirado pelo Espírito Santo, como o amor de Deus nos alcançaria e o preço que seria pago. Ore com toda oração e súplica no Espírito para que você seja adornado com o mais forte temor que, quando lhe vestir, te farás sábio para a cada dia morrer para você e viver para Cristo. Conheça-te a ti mesmo, sim; mas conheça-te pela revelação da Palavra de Deus, caminhando por fé e não por vista. David Brainerd (1718-1747), um missionário que pregou entre os índios americanos, disse, dias antes de sua morte: “Digo agora, que estou morrendo, que nem por tudo o que há no mundo eu haveria de viver minha vida de outra maneira”. Será que estamos vivendo em Cristo e por Cristo para podermos dizer o mesmo de nossas vidas quando nos aproximarmos do fim?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quem escolhe? Deus ou nós?

Por Tiago Vieira

Essa pergunta tem levantado acirrados debates teológicos. Somos nós que escolhemos ser salvos ou é Deus, em Sua soberania, que escolhe quem Ele quer? Será que todos tem oportunidade de salvação?

A princípio talvez sua resposta seja: "somos nós que escolhemos, afinal todos tem oportunidade". Mas será que é isso mesmo que a Bíblia ensina? Vamos analisar os textos bíblicos e depois você poderá responder com mais precisão.
A Bíblia não diz que Deus amou o mundo?

Sim, com certeza!

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

João 3:16 RA

E amar o mundo não significa escolher todas as pessoas do mundo?

Não! Veja o que Jesus falou sobre Seus discípulos:

“Se vocês fossem do mundo, o mundo os amaria por vocês serem dele. Mas eu os escolhi entre as pessoas do mundo, e vocês não são mais dele. Por isso o mundo odeia vocês.”

João 15:19 NTLH

Então não somos nós que escolhemos a Deus? É Ele que nos escolhe?

Exatamente. Assim Ele diz:

“Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca.”

João 15:16a NTLH

Quando Ele nos escolheu?

Antes da criação do mundo.

"Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa..."

Efésios 1:4 NTLH

Mesmo sendo Deus que nos escolheu, será que Ele não nos escolheu por que sabia das nossas obras futuras?

Não, pois a salvação não depende das nossas obras, mas sim do plano e da graça de Deus.

"Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo."

2 Timóteo 1:9 NTLH

Tem algum exemplo na Escritura que mostre isso?

Sim, Jacó e Esaú são um bom exemplo de que Deus não leva em consideração as obras de ninguém na hora de escolher.

"Mas, para que a escolha de um deles fosse completamente de acordo com o plano de Deus, o próprio Deus disse a Rebeca: “O mais velho será dominado pelo mais moço.” Disse isso antes de eles nascerem e antes de fazerem qualquer coisa, boa ou má. Assim ficou confirmado que é de acordo com o seu plano que Deus escolhe aqueles que ele quer chamar, sem levar em conta o que eles tenham feito. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Eu escolhi Jacó, mas rejeitei Esaú.”

Romanos 9:11 e 12 NTLH

Amar um e rejeitar outro antes de nascerem não é uma grande injustiça de Deus?

De modo nenhum. Veja:

"Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia."

Romanos 9:14-16

Que direito Deus tem pra agir assim?

O direito que o Criador tem sobre aquilo que Ele cria.

"Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?"

Romanos 9:20 e 21

Mas por que Deus escolhe uns e não escolhe outros?

Porque quer mostrar o seu poder sobre os vasos da ira e também mostrar a sua glória nos vasos de misericórdia.

"E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição, para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?"

Romanos 9:22-24 RC

Acho que Deus pode escolher pessoas para muitas coisas, mas não para a salvação. Onde a Bíblia diz que é escolha para a salvação?

Em várias passagens das Escrituras, veja um exemplo:

"Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo."

2 Tessalonicenses 2:13 e 14 RA

Será que não foi por que eu quis buscar a Deus que Ele me deu a salvação?

Não, pois o homem natural, afastado de Deus, nunca o busca. Como está escrito:

"Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."

Romanos 3:10-12 RC

Sim, mas eu tive fé. A minha fé não veio antes da escolha de Deus?

Não! Primeiro é preciso que Deus escolha a pessoa, para que então ela tenha fé.

"Pois esta é a ordem que o Senhor Deus deu a nós, o seu povo: “Eu coloquei você como luz para os outros povos, a fim de que você leve a salvação ao mundo inteiro.” Quando os não-judeus ouviram isso, ficaram muito alegres e começaram a dizer que a palavra do Senhor era boa. E creram todos os que tinham sido escolhidos para ter a vida eterna."

Atos 13:47 e 48 NTLH

Mas a fé é minha ou é um dom de Deus?

A fé é um dom de Deus!

"Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu."

Romanos 12:3 NTLH

E o meu arrependimento?

Até o arrependimento tem que ser concedido por Deus.

"E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos."

2 Timóteo 2:24-26 RC

Então ninguém pode ser salvo se Deus não permitir?

Exatamente. Foi isso que Jesus falou.

"E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido."

João 6:65 RA

Há mais textos que falam isso?

Sim. Veja:

"Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim. Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia."

João 6: 37-39 NTLH

Então por que Jesus falou até por meio de parábolas? Não foi pra que todas as pessoas pudessem entender Sua mensagem?

Muito pelo contrário, Ele usou parábolas justamente para que os que não foram eleitos não entendam, não se arrependam e, conseqüentemente, não sejam perdoados.

"Jesus disse a eles: —A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria."

Marcos 4:11 e 12 NTLH

Eu nunca tinha visto as coisas dessa forma. Pode me mostrar mais textos que mostrem isso?

Sim. O apóstolo Paulo, após falar sobre o povo de Israel e mostrar que mesmo dentro do povo escolhido haviam escolhidos, fala sobre a época da igreja:

"A mesma coisa também acontece agora, isto é, por causa da graça de Deus, ainda existe um pequeno número daqueles que ele escolheu. Essa escolha se baseia na graça de Deus e não no que eles fizeram. Porque, se a escolha de Deus se baseasse no que as pessoas fazem, então a sua graça não seria a verdadeira graça. E isso quer dizer que não foi o povo de Israel que encontrou o que estava procurando. Quem encontrou foi apenas um pequeno grupo que Deus escolheu; os outros não quiseram ouvir o chamado de Deus. Como dizem as Escrituras Sagradas: 'Deus endureceu o coração e a mente deles; deu-lhes olhos que não podem ver e ouvidos que não podem ouvir até o dia de hoje.' "

Romanos 11:5-8 NTLH

Deus endurece o coração e a mente das pessoas?

Sim, Ele endurece o coração e a mente de quem quer quando isso é necessário para cumprir Seu plano.

"Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados."

João 12:40 RA

Pode mostrar algum exemplo disso na Bíblia?

Sim. Faraó é um bom exemplo de alguém que teve o coração endurecido por Deus.

"Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés."

Êxodo 9:12 RC

"Porque, como está escrito nas Escrituras Sagradas, Deus disse a Faraó: “Foi para isto mesmo que eu pus você como rei, para mostrar o meu poder e fazer com que o meu nome seja conhecido no mundo inteiro.” Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer e endurece o coração de quem ele quer."

Romanos 9:17 e 18 NTLH

Tenho uma dúvida: Judas Iscariotes era um escolhido?

Não, Judas não era um escolhido. Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus fala que eles foram escolhidos, exceto Judas.

"Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o empregado não é mais importante do que o patrão, e o mensageiro não é mais importante do que aquele que o enviou. Já que vocês conhecem esta verdade, serão felizes se a praticarem. —Não estou falando de vocês todos; eu conheço aqueles que escolhi. Pois tem de se cumprir o que as Escrituras Sagradas dizem: 'Aquele que toma refeições comigo se virou contra mim'. Digo isso a vocês agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam que 'EU SOU QUEM SOU'."

João 13:16-19 NTLH

Pedro fala que Judas se desviou para ir para o seu próprio lugar.

“E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.”

Atos 1:24 e 25 RC

Isso quer dizer que algumas pessoas já estão predestinadas para a condenação?

Veja:

“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”

Judas 4 RC

Se é assim, então quer dizer que Deus criou essas pessoas para serem condenadas?

Exatamente.

“O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal.”

Provérbios 16:4 RC

Existem muitos escolhidos?

Jesus disse que não.

"Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos."

Mateus 22:14 RC

E os escolhidos podem perder a salvação?

Não, pois ninguém pode arrebatar as ovelhas da mão de Jesus, e nada pode nos separar do amor de Deus, pois é Ele que nos justifica.

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar."

João 10:27-29 RA

"Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Romanos 8:38 e 39 RA

"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica."

Romanos 8:33 RA

Mas há pessoas que abandonaram a fé cristã. Elas não perderam a salvação?

Não, pois na verdade nunca foram salvas. A Bíblia diz que são como porcas que foram lavadas e voltaram para a lama. Jesus diz que nunca conheceu essas pessoas. Mesmo que tenham feito milagres, expulsado demônios e profetizado em Seu nome, nunca foram Dele.

"Portanto, aqueles que chegaram a conhecer o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que escaparam das imoralidades do mundo, mas depois foram agarrados e dominados por elas, ficam no fim em pior situação do que no começo. Pois teria sido muito melhor que eles nunca tivessem conhecido o caminho certo do que, depois de o conhecerem, voltarem atrás e se afastarem do mandamento sagrado que receberam. O que aconteceu a essas pessoas prova que são verdadeiros estes ditados: 'O cachorro volta ao seu próprio vômito' e 'A porca lavada volta a rolar na lama'."

2 Pedro 2:20-22 NTLH

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."

Mateus 7:21-23 RA

E o que acontecerá com aqueles que morreram sem conhecer a Palavra de Deus?

Perecerão, pois a única forma de salvação é a fé em Cristo.

"Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados."

Romanos 2:12 RC

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

João 14:6 RA

"E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos."

Atos 4:12 RA

Pode citar mais textos que falam sobre o assunto?

Sim. Aí estão:

"... havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade; com o fim de sermos para louvor da Sua glória ..."

Efésios 1:11-12

"Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder ... e vós fostes feitos nossos imitadores ..."

1 Tessalonicenses 1:4-6

"... tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus ..."

2 Timóteo 2:10

"... segundo a fé dos eleitos de Deus ..."

Tito 1:1

"Mas vós sois a geração escolhida ... o povo adquirido ..."

1 Pedro 2:9

"... vencerão os que estão com Ele, chamados, e eleitos, e fiéis."

Apocalipse 17:14

"Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste."

João 17:2

"Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la."

Efésios 2:8 e 9

"... o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam."

Atos 18:27

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou."

Romanos 8:28-30


"Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível".

Mateus 19:25 e 26

"Para ele, os seres humanos não têm nenhum valor; ele governa todos os anjos do céu e todos os moradores da terra. Não há ninguém que possa impedi-lo de fazer o que quer; não há ninguém que possa obrigá-lo a explicar o que faz.”

Daniel 4:35

“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas.”

Isaías 45:7

"Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar."

Mateus 11:27

"Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade."

Filipenses 2:13

Nesse estudo aprendemos que é Deus quem nos escolhe, e nos escolhe entre as pessoas do mundo. Descobrimos que Ele opera em nós tanto o querer quanto o efetuar, que é poderoso para endurecer o coração de quem quer, e ter misericórdia de quem quer, pois, assim como um oleiro, Ele tem poder sobre o barro para, da mesma massa, fazer um vaso para honra e outro para desonra, segundo a Sua vontade.

Vimos também que a escolha foi feita antes da criação do mundo, e não levou em conta as nossas obras, nem boas nem más. Deus fez Sua escolha de acordo com o Seu plano. O homem natural não pode nem quer buscar a Deus, pois a própria fé é um dom de Deus, e o arrependimento tem que ser concedido por Ele.

Aqueles que o Pai deu a Jesus inevitavelmente irão a Ele, e os que vão a Ele jamais serão lançados fora. Os eleitos nunca perecerão, pois ninguém pode arrebatar as ovelhas da mão de Jesus e da mão do Pai.

Espero que você seja fortalecido na fé em saber que é de Deus que depende a nossa salvação, e que Ele merece todo o crédito e todo o mérito pela obra realizada em nós.

Glória somente a Deus!


Fonte: http://www.internautascristaos.com.br/home

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Uma vez salvo, salvo para sempre?

Por Cássio Custódio

“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)


Sabendo que eu professava fé nas doutrinas reformadas, uma amiga certa vez me fez a seguinte pergunta: “Uma vez salvo, salvo para sempre?” Eu respondi afirmativamente, ao que ela completou: “Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?!” Eu prontamente respondi: “Obviamente, não!”

Esta é uma dedução precipitada e errônea, que lastimavelmente tem sido a interpretação aceita por muitos da cristandade atual.

Ao se ouvir uma declaração proposicional, do tipo “Uma vez salvo, salvo para sempre”, não é correto partir de imediato para inferências e conclusões práticas sem antes considerar a proposição sob o prisma doutrinário.

Uma vez salvo, salvo para sempre! Esta afirmação deve nos remeter a uma pergunta: O que é ser salvo? Quando podemos afirmar que uma pessoa é/está salva? Será que todos os que freqüentam a igreja são salvos? A resposta é negativa, pois o Senhor Jesus nos advertiu de que haveria joio em meio ao trigo (cf. Mt 13); E os que levantam as mãos, falam em nome de Cristo, manifestam dons, etc, será que todos estes são salvos? A resposta novamente é negativa, pois foi a pessoas assim que o Senhor Jesus disse: Apartai-vos de mim! (cf. Mt 7:21-23); Será que todos os que crêem em Deus são salvos? Mais uma vez a resposta é negativa, pois a Bíblia diz que até os demônios crêem em Deus (cf. Tg 2:19). O que, então, significa “ser salvo”? O que caracteriza um salvo? O que as Escrituras nos ensinam a respeito disso?

Certa noite um homem chamado Nicodemos foi ter com Jesus, ele era um dos principais dentre os judeus. Nicodemos iniciou o diálogo com Jesus, mas antes mesmo que viesse a perguntar algo Jesus lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3). Eis aqui a chave para a compreensão: alguém só pode ser salvo se [e somente se] tiver nascido de novo; a isto nós chamamos de Regeneração. É com este entendimento que o apóstolo Pedro declara: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pedro 1:3).

Quando afirmamos que um salvo não perde sua salvação, estamos considerando o salvo como alguém regenerado, que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo.

“Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?” Assim argumentou minha amiga naquele diálogo. Pergunto a você, leitor: Será que uma pessoa assim, que “cai no mundão”, realmente nasceu de novo? Será que ela foi regenerada pelo poder do Espírito Santo? Será que nela habita o Espírito de Deus, que nos guia a toda verdade? (cf. Jo 16:13). Espero ser a sua resposta, tal como foi a minha: “Obviamente, não!”

Há muitas pessoas que iniciam uma vida na igreja, prestam cultos, participam das atividades da igreja, muitas delas são batizadas, participam da ceia, são até tidas como “uma bênção”, mas passado algum tempo elas se desviam dos caminhos de Deus, apostatam da fé e perecem no pecado. Será que essas pessoas foram verdadeiramente convertidas? Convertidas do pecado vivendo na prática do pecado, isto é possível? O apóstolo João nos dá a resposta: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:9). Aqueles que nasceram de Deus, de acordo com o apóstolo inspirado, não podem viver na prática do pecado. Logo, segue-se que aqueles que abandonaram a fé, “caíram no mundão” e perecem no pecado não foram nascidos de Deus, nunca foram regenerados; eles fazem parte do joio e estiveram por um tempo em meio ao trigo, em meio à igreja.

Os genuínos convertidos, os que realmente nasceram de novo - os regenerados – não podem viver na prática do pecado. Não estou afirmando, contudo, que o cristão não peque, pois sabemos que o pecado é uma triste realidade presente na vida de todos. Entretanto, o pecado não é uma marca na vida do verdadeiro crente. Enquanto os ímpios estão mortos em seus delitos e pecados, caminham segundo o curso de um mundo em trevas, segundo o príncipe da potestade do ar, enquanto eles vivem sob a escravidão do pecado e estão subjugados pelas inclinações de sua natureza caída (cf. Ef 2:1-3); os verdadeiros cristãos, em contrapartida, estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós...” (Romanos 6:14). Os verdadeiros crentes estão livres do domínio do pecado e são habilitados pelo Espírito Santo a vencerem a carne, o pecado, Satanás e o mundo: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo...” (1 João 5:4a). Ora, se alguém é tragado e vencido pelo mundo, segue-se que este não é nascido de Deus!

Estejamos, pois, convictos de que os verdadeiros cristãos – os nascidos de novo – jamais perecerão no pecado desviando-se dos santos caminhos; os regenerados não vivem na prática do pecado pois neles permanece a divina semente e eles estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado. Não obstante, há ainda uma importante questão a ser respondida: Por qual razão um regenerado está salvo para sempre? A esta pergunta o Apóstolo João responde: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda.” (1 João 5:18). O motivo pelo qual um cristão regenerado não perde sua salvação é porque AQUELE que nasceu de Deus, Jesus Cristo, o guarda. É de sumária importância que tenhamos sempre em mente um fato: se nós permanecemos firmes na fé, não o fazemos pela força do nosso intelecto; mas pelo poder de Deus, que nos guarda; afinal, a fé é dom de Deus (cf. Ef 2:8), e é Ele quem “nos guia pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.” (Salmos 23:3).

Se nossa vida está segura e guardada nas primorosas mãos da Onipotência, do Deus Todo Poderoso, o que ou quem poderá nos arrebatar de lá?

Como já dissemos acima, estejamos convictos da salvação eterna de um cristão regenerado. Tenhamos esta certeza por sabermos que aqueles que por Ele foram chamados e justificados, com certeza serão glorificados! (cf. Rm 8:30); Porque os que por Ele foram regenerados, são guardados pelo seu poder! (cf. 1Jo 5:18); Porque uma vez selados com o Espírito Santo da promessa, temos o mesmo Espírito como garantia e como penhor da gloriosa herança que nos fora prometida – e Aquele que fez a promessa é fiel para a cumprir! (cf. Ef 1:13,14); Porque sabemos que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem principados, nem potestades, nem cousa alguma poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus! (cf. Rm 8:38,39).

Com esta convicção nós, à semelhança do apóstolo Paulo, poderemos intrepidamente declarar: “Temos por certo isto mesmo, que Aquele que em nós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus!" (Filipenses 1:6).

Que o SENHOR, pelo seu Espírito, aplique estas verdades em sua vida. Amém!

Fonte:

http://ministeriobbereia.blogspot.com/2011/08/uma-vez-salvo-salvo-para-sempre.html

Fonte: Internautas Cristãos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 3

Esta é a última prestação da nossa série intitulada Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais.

5) Condições acerca da 2ª Vinda

Alguns dias antes de ser preso, Jesus teve uma conversa particular com quatro dos Seus discípulos, seu círculo mais próximo. Eles eram Pedro e André, e Tiago e João, dois pares de irmãos. Eles haviam perguntado a Ele sobre a 2ª Vinda e o Fim dos Tempos. Sua resposta está contida em Mateus 24-25 e Marcos 13 e Marcos 21. Esse é chamado o Sermão do Monte porque a conversa aconteceu no Monte das Oliveiras.
Na narrativa de Mateus, a mais detalhada, Jesus usou diversas referências geográficas e cronológicas. Ele o fez para que Seus ouvintes não ficassem confusos quanto à identidade de Sua real audiência. Tendo mandado que entendêssemos essa passagem em Mat 24.15, Ele queria certificar-se de que as entenderíamos direito. Eu as apontarei e explicarei sua significância quanto ao nosso assunto.
É claro, tornar clara a cronologia dos eventos não impede alguns de ignorar essas referências em uma tentativa de fazer as palavras do Senhor se encaixarem com suas idéias preconcebidas. O resultado é que alguns comentaristas O fazem falar para uma audiência diferente da que ele tencionava, e aparentando dizer coisas que nunca disse.
Por exemplo, alguns tomam a visão errônea de que, se o Sermão do Monte está nos Evangelhos, ele é para a Igreja. Mas em Mat 24.16, o Senhor deixa claro que está admoestando uma futura geração de pessoas na Judéia (como Israel era chamado então) a orar para que sua fuga do anticristo não se desse nem no inverno nem caísse no sábado. As montanhas da Judéia são traiçoeiras no inverno e os Judeus são proibidos pela Lei de viajar mais do que 1000 passos no sábado por qualquer que seja o motivo. A advertência é dirigida ao Israel futuro, de volta ao relacionamento do Antigo Concerto, no começo da Grande Tribulação, a três anos e meio da Segunda Vinda. A Igreja já terá ido.
Em Mat 24.15-21, Ele explica que a Grande Tribulação começará com a Abominação que causa Desolação, o anticristo dentro do Templo declarando ser Deus. Este é o sinal para os judeus fugirem para as montanhas.
Então, em Mat 24.29, Ele diz que imediatamente após o fim da tribulação, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Agora são 3 anos e meio mais tarde. A Grande Tribulação acabou.
Mat 24.30 mostra o povo da terra vendo o Sinal do Filho do Homem no céu, Sua volta visível à terra com poder e grande glória, e todas as pessoas da terra se lamentando. Agora é tarde demais para eles serem salvos e intuitivamente eles percebem isso. Esta é a Segunda Vinda. (Compare o uso da segunda pessoa “tu” e “teu” nos versos 20, 23, 25 e 26 com a terceira pessoa “eles” no verso 30. Os judeus que prestam atenção a esta advertência e fogem são distinguidos das nações (gentios) que lamentam o Seu retorno).
Mat 24.36 começa com “... daquele dia e hora ninguém sabe...”. Que dia? Que hora? O dia e a hora de Sua Segunda Vinda. Fique no contexto. Esse foi Seu assunto desde o verso 30. Eu creio que a razão de Ele ter dito “dia e hora” é para que soubéssemos com certeza que Ele está falando dos verdadeiros Dia e Hora de Sua Vinda, não do tempo genérico.
(Mat 24.40-41 são frequentemente usados para mostrar onde um arrebatamento pós-tribulação acontece, mas um pouco mais para frente eu mostrarei por que isso não pode ser. Primeiro vamos continuar com nossa revisão das referências de tempo do Senhor.)
Mat 25 começa com a palavra “ENTÃO...” (ou Naquele tempo...) e contém três ilustrações que o Senhor usou para descrever o tempo de Sua Vinda. Para o propósito deste estudo, eu somente ressaltarei o que elas revelam sobre a identidade de seus destinatários

A Parábola das 10 Virgens

A primeira é a Parábola das 10 Virgens. Ela é às vezes usada para ilustrar a precária posição dos “desviados” na Igreja, mas há diversos problemas com essa visão.
Primeiro, se o óleo está sendo usado simbolicamente aqui, como creio que está, então o princípio da Constância Expositiva exige que ele represente o Espírito Santo. Podemos perder o Espírito Santo, ou exaurir nosso suprimento dEle? Efésios 1.13 e 2 Coríntios 1.21-22 dizem que o Espírito Santo foi selado dentro de nós como uma garantia de nossa herança, e que isso aconteceu somente porque nós cremos na mensagem do Evangelho. Por todo o Novo Testamento, fica claro que a posição da Igreja diante do Senhor se baseia em crença, não em comportamento.
Mas tal garantia não é mencionada para os crentes da Tribulação. De fato, Apo 16.15 os adverte especificamente a ficar acordados e manter sua retidão, simbolizados por manter suas roupas com eles. (Frequentemente as roupas são usadas para representar retidão, como em Isaías 61.10). Apo 16.15 implica que os crentes da Tribulação são responsáveis por se manter firmes em sua fé para evitar perder sua salvação. Mat 25.8 concorda, dizendo que todas as 10 virgens tinham óleo em suas lâmpadas no começo, mas as cinco tolas não tinham o suficiente para continuar até o fim. Lembre-se, todas as 10 virgens são apanhadas dormindo quando Ele volta. Todas elas se comportaram mal. É o óleo que distingue um grupo do outro.
Segundo, os eruditos nunca chamam essas 10 Virgens de Noiva, mas frequentemente as chamam de damas de companhia. A Igreja é a Noiva, não uma dama de companhia! Quando foi que você ouviu falar de uma noiva tendo que pedir ao noivo para ser admitida em seu próprio casamento?
Terceiro, parece que elas estão tentando entrar na Seudas Mitzvah (festa de casamento), um banquete que vem após a cerimônia de casamento. Se é assim, nenhuma delas esteve na cerimônia propriamente dita, com óleo ou não, então, nenhuma delas pode ser a noiva. De fato, não há menção a nenhuma noiva em lugar algum desta parábola.
Essas virgens não são a Igreja. Elas são sobreviventes da Tribulação tentando entrar no Reino Milenar. Cinco foram salvas durante a Grande Tribulação, assinalada pelo óleo, permaneceram firmes, e são recebidas. As cinco sem o óleo quando Ele chegou não permaneceram firmes e são excluídas.
Esta parábola ensina que Sua volta assinala o limite após o qual mesmo os pedidos para ser salvo e receber o Espírito Santo serão negados. (As virgens tolas, como a parábola as chama, estavam a caminho de reabastecer seu óleo quando o noivo chegou.) A porta será fechada, e o Senhor negará jamais ter conhecido quem chegar atrasado.

A Parábola dos Talentos

Em Mat 25.14, no começo da Parábola dos Talentos, a palavra “também” significa que Ele está dando outra ilustração para o mesmo período de tempo que a parábola das 10 Virgens, o Dia da Sua Vinda. Apesar do fato de usarmos o talento como sendo uma dádiva ou habilidade deriva desta parábola, um talento era uma unidade de medida grega, normalmente monetária.
A chave para interpretar a parábola é saber que tudo é símbolo de alguma outra coisa, assim, nesta parábola, um talento representa algo valioso para o Senhor que Ele deseja que seja investido. Em Seu retorno, Ele pergunta àqueles para quem o confiou, o que alcançaram.
Aqueles que ensinam que talentos são dádivas dadas à Igreja para serem utilizadas sabiamente, produzindo um retorno mensurável, não leram o último verso da parábola. O servo que enterrou o seu talento na terra e não produziu nada com ele foi lançado nas trevas exteriores, o destino eterno dos descrentes. Estará o Senhor ensinando uma salvação baseada nas obras aqui? Ameaçando-nos com a perda da nossa salvação se não produzirmos o suficiente com os dons que Ele nos deu? Não pode ser!
Lendo a Bíblia, fica claro que dinheiro não é importante para o Senhor. Mas Salmo 138.2 diz que Ele valoriza Sua Palavra acima de tudo. Creio que os talentos representam a Sua Palavra. Aqueles que a semeiam nos corações dos outros descobrem que ela se multiplica em novos crentes. Aqueles que a estudam descobrem que seu próprio entendimento cresce, multiplicando sua fé.
Mas aqueles que ignoram a Sua Palavra descobrem que é como escondê-la na terra. Fora da vista, fora da mente, até que o pouco com o que começaram esteja perdido para eles. Isso prova que ela nunca teve nenhum valor para eles, e os condena como descrentes a serem lançados nas trevas exteriores. Eles ouviram a verdade e a ignoraram. Agora é tarde demais. Em 2 Tes 2.10 Paulo os descreve como aqueles que pereceram porque recusaram amar a verdade e ser salvos. Alguns trarão ainda a responsabilidade maior de ter desviado seus seguidores por sua recusa em lhes ensinar a verdade.
Em Sua Palavra, o Senhor delineou todas as atitudes que tomaria com relação ao Seu plano para o planeta terra. “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas,” Ele disse (Amós 3.7). Ele o fez para que o homem jamais tivesse que adivinhar o que Ele tinha em mente. E no que concerne ao Final dos Tempos, Ele teve mais a dizer do que sobre qualquer outro assunto. Ninguém pode alegar ignorância. Novamente, o ponto é que alguns que sobreviverão à Grande Tribulação serão recebidos no Reino e alguns não, e a fé é o fator determinante.

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes

Mat 25.31 não deixa dúvidas quanto ao tempo. Ele começa “E quando o Filho do homem vier em sua glória...” e continua falando sobre o Senhor estabelecendo Seu trono na terra após Sua volta para o Julgamento das Nações, na verdade, um julgamento dos gentios sobreviventes da tribulação. O Senhor não julga nações no sentido eterno, somente indivíduos. A palavra grega aqui é ethnos, e significa “pessoas de todos os tipos”. Eles serão julgados pela forma como trataram “Seus irmãos” durante a Grande Tribulação. Isso é chamado de julgamento das Ovelhas e dos Bodes, sendo as ovelhas aqueles que ajudaram os irmãos Dele através dos horríveis tempos recém passados e os bodes aqueles que não o fizeram.
Alguns dizem que “Seus irmãos” são crentes, quer judeus ou gentios, e outros dizem que são especificamente judeus, mas o ponto mais importante é que esses sobreviventes da tribulação não estão sendo julgados por suas obras. Suas obras estão sendo citadas como evidência de sua fé, como em Tiago 2.18. Ajudar um crente, especialmente um judeu, durante a Grande Tribulação demandará ainda mais coragem do que na Alemanha de Hitler, e será uma ofensa punível com a morte. Somente um seguidor de Jesus, certo de Seu destino eterno, se atreveria fazer e até mesmo a querer isso. Aqueles que ajudaram “Seus irmãos” terão demonstrado sua fé através de suas obras e serão escoltados vivos para o Reino. Aqueles que recusaram ajuda terão condenado a si mesmos às trevas exteriores pela evidência de sua falta de fé.
Todas essas ilustrações ensinam a mesma lição. Crentes sobreviventes que entram vivos para o Reino. Alguns terão se apoiado somente no dom da fé do Espírito Santo, como na Parábola das 10 Virgens. Outros terão multiplicado sua fé pelo estudo e pelo compartilhar da Sua Palavra, como na Parábola dos Talentos. Outros ainda terão posto sua fé em ação, arriscando suas vidas na barganha. Eles são as Ovelhas do Julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Mas assim como tem sido através da história, todos serão salvos pela fé.

Onde Está o Arrebatamento?

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes é, na verdade, uma expansão de Mat 24.40-41 “Um tomado e o outro deixado...” Além do problema do tempo, eis porque esses versos não podem estar descrevendo o Arrebatamento. A palavra grega traduzida por tomados nos versos 40 e 41 significa “recebidos”. Os capitães escolhendo os times em um jogo de futebol de várzea apontam para alguém e dizem, “Eu pego você”. Isso significa, “Venha para cá. Você está no meu time”. Nenhum problema até aqui, o Senhor está pegando uns, mas não os outros.
Mas o significado principal da palavra traduzida como deixados é “mandar embora” como um esposo se divorciando “mandaria embora” sua esposa. Naqueles dias as esposas não tinham direitos e, exceto em circunstâncias não muito comuns, não possuíam propriedade. O lar do casamento era propriedade do marido, normalmente construída nas terras de sua família. Se ele se divorciasse de sua esposa, ele a mandava embora para viver em outro lugar, excluindo-a de sua presença. Os descrentes não são mandados embora dessa maneira no Arrebatamento.
Esta passagem não está descrevendo o arrebatamento. O tempo, o contexto e a disposição das partes estão totalmente errados. Este é um resumo do julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Aqueles que são tomados (recebidos) entram vivos no Reino em seus corpos naturais e ajudam a repovoar a terra, enquanto aqueles deixados (mandados embora) são postos nas Trevas Exteriores, para sempre banidos da presença de Deus. (Se Mat 24.40-41 é o arrebatamento, como poderia haver alguma ovelha sobrando para o julgamento das Ovelhas e dos Bodes? Eles já teriam todos sido tomados!)
E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem (Mat 24.37). Vamos voltar agora e atacar essa declaração de resumo. Nos dias de Noé o povo da terra podia ser separado em três grupos. Havia os descrentes que pereceram no Dilúvio, a família de Noé que foi preservada através do Dilúvio, e Enoque que foi tomado da terra antes do Dilúvio (Enoque foi trasladado em Gêneses 5. Isso significa que Deus o levou vivo para o céu. O Dilúvio veio em Gênesis 6).
No tempo da 2ª Vinda o povo da terra também pode ser separado em três grupos. O mundo descrente que perecerá nos julgamentos do Tempo do Fim, Israel que será preservado através dos julgamentos, e a Igreja que será tirada da terra antes dos julgamentos.
Há algumas similaridades interessantes entre Enoque e a Igreja. Seu nome significa “ensino”, um dos principais papéis da Igreja. A tradição judaica diz que Enoque nasceu no 6º dia de Sivan e foi trasladado no seu aniversário. O 6º dia de Sivan é o dia no calendário hebraico em que se celebra a Festa do Pentecostes. Esse é o dia em que a Igreja nasceu. Será que seremos arrebatados em nosso aniversário também? O tempo dirá. De qualquer forma, Enoque é um bom modelo para a Igreja. Mas você diz, “Enoque era um só corpo”. Também o é a Igreja.

6) A Duração e o Propósito do Milênio

Assim como arrebatamento e Lucifer, milênio é uma palavra de origem Latina e não aparece em lugar algum das Escrituras. Nós a tomamos de duas palavras do Latim, mille, ou 1000, e annum, ou ano. Mille annum, millenium, milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, também conhecido como a Era do Reino. É o sétimo e último período de mil anos da Era do Homem, que começou com o nascimento de Adão. É frequentemente confundido com a Eternidade, mas, como vimos antes, os dois são distintos. Um milênio é obviamente um espaço definido de tempo, enquanto por definição Eternidade é a ausência de tempo.
Durante o Milênio, o Senhor será Rei do Céu e da Terra, sendo a terra restaurada à condição em que estava quando Adão foi criado. Isso incluirá a restauração da paz entre o homem e os animais, trazendo de volta o ambiente tipo jardim original da terra com seu clima subtropical global, eliminando mal-tempo, tempestades assassinas, terremotos e calor ou frio extremos. O tempo de vida do homem começará a aumentar novamente para se igualar ao dos patriarcas de Gêneses. As doenças, esse subproduto do pecado, serão grandemente reduzidas. Parece que a população da terra será sustentada pelo retorno a uma economia agrária, mas sem todos os obstáculos que Adão enfrentou, já que a maldição de Gêneses 3 é finalmente retirada. O homem facilmente produzirá o suficiente para o uso de sua família, e gostará de fazê-lo. Ninguém trabalhará improdutivamente, ou primariamente para o benefício de outros. As crianças crescerão sem medos e os adultos envelhecerão em paz. (Um resumo de Isaías 2.1-5, 4.2-6, 35, 41.18-20, 60.10-22, 65,17-25, Miquéias 4.1-8)
Já que a terra será repovoada principalmente por sobreviventes da Tribulação em seus corpos naturais, ainda haverá pecado, apesar de em menor escala, especialmente no começo. No assim chamado Templo Milenar em Israel, sacerdotes conduzirão sacrifícios diários pelo pecado, assim como nos dias do Antigo Testamento. Mas enquanto os crentes do Antigo Testamento observavam os sacrifícios do Templo para aprender o que o Messias faria um dia por eles, crentes originais Milenares os observarão para lembrar, e para suas crianças aprenderem, o que Ele já fez (Eze 40-47).
O Senhor reinará supremo na terra como Rei e Sumo Sacerdote, o cabeça tanto de um governo mundial como de uma religião mundial. Ele não tolerará ameaças à Sua paz estabelecida, nem qualquer desvio de Sua doutrina (Salmo 2).
No começo, somente os crentes habitarão a terra, aproveitando do verdadeiramente utópico ambiente que a humanidade sempre sonhou, mas somente Deus pode criar. Em breve eles terão filhos que, à medida que amadurecem, terão que escolher receber o perdão do Senhor, assim como nós. E como acontece hoje, alguns O rejeitarão para seguir seus próprios caminhos. Quando Satanás for solto no final do Milênio, haverão tantos que recusaram o Senhor que ele rapidamente encontrará um enorme exército de recrutas para sua última tentativa de chutar o Senhor para fora do planeta.
Mas, com fogo do céu, o Senhor destruirá o exército de Satanás, atirando-o no Lago de Fogo, onde ele será atormentado de dia e de noite para sempre. Nunca mais ele ou um de seus cúmplices serão livres para afligir o povo de Deus (Apo 20.7-10).
Como Isso Poderia Acontecer?
O que começou como uma era de inimaginável paz e prosperidade, terminará em guerra aberta contra o próprio Rei que a tornou possível. Como pode ser?
Antes do Milênio, o homem tinha três desculpas para sua incapacidade de agradar a Deus. A primeira era Satanás, cujos esquemas engenhosos desencaminharam o homem. Mas durante todo o Milênio, Satanás tem estado atado em trevas.
A segunda era a má influência de descrentes entre nós. Mas no começo do Milênio, a terra estará limpa de todos os descrentes. Somente àqueles que deram seu coração ao Senhor foi permitido entrar no Reino.
E a terceira era ausência de Deus no nosso meio. Por 2600 anos, com exceção de um período de 33 anos, Deus esteve ausente deste planeta deixando o homem “se virar”. Mas durante todo o Milênio Pai, Filho e Espírito Santo têm vivido no meio do povo da terra.

Qual é o Objetivo?

No Milênio, os habitantes da terra viverão nas circunstâncias ideais do paraíso, como Adão e Eva. A maldição se foi e o Senhor está lá no meio deles, todos são crentes e Satanás está atado. Ainda assim, ainda há bastante pecado residual nos corações do homem não regenerado para que ele se rebele na primeira chance que tiver. O homem pecaminoso não pode viver na presença de um Deus Santo, sendo incapaz de cumprir Seus mandamentos. Ele precisa de um Salvador e Redentor para reconciliá-lo com Deus, e um transplante de coração para curá-lo de sua natureza de pecado. Todo o objetivo do Milênio é provar de uma vez por todas que o coração do homem é enganoso acima de todas as coisas e além da possibilidade de cura (Jer 17.9)

O Milênio na Nova Jerusalém

A vida é muito diferente no Lar dos Remidos. Apesar de os Reis da Terra nos trazerem o seu esplendor, nenhum descrente pode jamais colocar os pés no lugar, nem mesmo um crente em seu estado natural. Nossas mansões no céu são feitas de ouro puro, assim como as ruas que passam diante delas, suas fundações são feitas de pedras preciosas. Não há Templo na Nova Jerusalém porque o Cordeiro de Deus habita lá e é o nosso Templo. A fonte de energia que nos ilumina e aquece é a Glória de Deus, e a nossa radiação, por sua vez, fornece luz para as nações da terra (Apo 21.9-27).
Nossos corpos glorificados terão sido liberados de suas ataduras dimensionais, permitindo-nos aparecer e desaparecer como quisermos, viajando para frente e para trás no tempo à velocidade do pensamento enquanto sondamos os ilimitados deleites da Criação de Deus. Nenhum detalhe foi deixado de lado no que se refere ao nosso conforto e felicidade. Não há mais morte ou lamento ou choro ou dor, somente a infindável alegria da exploração e do descobrimento. Como está escrito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Cor 2.9).
Nosso lar não está na terra, não está no Trono de Deus também. Abaixo dos Céus, mas nunca pousando na terra, nosso lar poderia ser chamado de um satélite de órbita baixa na terminologia de hoje. Com 2250 km de altura, largura e profundidade, ele não caberia em Israel, muito menos em Jerusalém. Se tocássemos a terra, precisaríamos de um espaço equivalente à área desde o Maine até a Flórida e até o Rio Mississipi, ou toda a Europa ocidental da Suécia até a Itália. E seríamos 4000 vezes mais altos do que o mais alto edifício da terra.
A Igreja foi descrita como a Pérola de Grande Valor. Uma pérola é criada no oceano e cresce como resposta a uma irritação. É a única gema preciosa que vem de um organismo vivo. No tempo da colheita, ela é removida de seu habitat natural para ser colocada em um encaixe preparado onde se torna um objeto de adorno.
Assim é com a Igreja. Criada dentre as nações gentílicas, a Igreja foi uma grande irritação tanto para Israel quanto para o Império Romano. Apesar de centenas de anos de perseguições buscarem a nossa destruição, nós crescemos constantemente. Na colheita seremos tirados da terra para sermos colocados em mansões que o Senhor construiu especialmente para nós, para nos tornarmos o objeto de Seu adorno.

7) A Eternidade

Não posso falar muito sobre a eternidade, exceto dizer-lhe que há uma. A Bíblia termina no final do Milênio, entretanto nos ensina que todos os que nasceram vivem para sempre. A questão não é se você tem a vida eterna. A questão é onde você passará a eternidade. Há somente dois destinos possíveis e nós os descrevemos a ambos. Felicidade eterna na presença de Deus, ou vergonha e punição eternas banidos da presença de Deus. Apesar de Deus ser paciente, não querendo que ninguém se perca, não é uma decisão que Ele deva tomar. Ele a entregou a você, sabendo que sem uma alternativa, sua escolha de aceitá-lo voluntariamente é sem sentido. Ele o ama o bastante para arriscar que você tome a decisão errada, e o bastante para ater-se aos seus desejos se você o fizer.
Não me entenda mal. Ninguém iria conscientemente escolher ir para um lugar de tormento eterno. Mas muitos terminarão lá. Quando acontecer, terá sido porque recusaram escolher o Céu, e esta é a única oura alternativa.
Aqui então estão as Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais. Dominá-las lhe permitirá evitar com sucesso toda heresia e falso ensino que roda por aí nesses últimos dias. O estudo da profecia não é uma questão de salvação, mas o Senhor nos admoestou em diversas ocasiões a entender os sinais dos tempos para que não fossemos pegos desprevenidos. Devemos observar com expectação e esperar com certeza.
Em Apocalipse 1.3 nos são prometidas bênçãos por nosso estudo diligente, e em 2 Timóteo 4.8 uma coroa por esperar o Seu aparecimento. Mas para mim o maior presente que vem do estudo da profecia é o fortalecimento da nossa fé. Nada pode se comparar a observar a Palavra de Deus passar do abstrato ao concreto enquanto vemos a Profecia Bíblica se cumprir diante dos nossos olhos. Se escutar com cuidado, você quase pode ouvir os Passos do Messias.

Fonte: http://olharprofetico.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 2

Nosso estudo anterior cobriu a Seqüência dos Principais Eventos. Começaremos este segmento com o segundo item em nossa lista de sete.

2) O Destino dos Três Componentes da Humanidade: As Nações, Israel, e A Igreja

Mesmo os assim chamados experts interpretam mal a profecia quando não param para considerar a quem o Senhor, ou um de Seus profetas, está se dirigindo. Só porque algo está nos evangelhos não significa necessariamente que é para a Igreja, ou estando em Isaías que é somente para Israel. Conhecer o destinatário real de uma profecia é crítico para entendê-la, e há três possibilidades.
Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. (Efés. 2.15-16) Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos (gentios), nem à igreja de Deus. (1 Cor. 10.32)
Através dos tempos, a raça humana veio a ser dividida em três componentes a partir da perspectiva de Deus. Eis como aconteceu. Desde a criação havia uma raça de humanos, a família do homem, mais tarde chamada de gentios. Então, em Gêneses 12, Deus chamou Abraão para construir uma grande nação. Daquele tempo em diante, a população do mundo ou era de judeus ou de gentios. Mas na cruz, Deus criou a Igreja, tirada do meio tanto dos judeus quanto dos gentios, mas não compartilhando o destino de nenhum deles. Agora eram três, e todos na terra pertenciam a uma delas. Em suas epístolas, Paulo sempre sofreu para separar a Igreja tanto dos gentios quanto dos judeus, de fato ele chamou a Igreja de uma nova raça de humanos. Descreverei o destino de cada grupo para que você veja quão diferentes eles são.
De acordo com Isaías 56.6-8, os gentios que se convertiam ao judaísmo nos tempos do Antigo Testamento se tornavam parte de Israel e compartilhavam seu destino (veja abaixo). Os gentios que encontram o Senhor após o desaparecimento da Igreja se tornam santos da tribulação. Eles são ou martirizados por sua fé, neste caso eles servem a Deus em Seu Templo (Apo 7.13-17), ou sobrevivem para ajudar a repovoar a terra na era do Reino. Os sobreviventes gentios crentes são os cordeiros no Julgamento dos Cordeiros e dos Bodes que veremos mais tarde.
Os judeus (e os gentios convertidos) que morreram na fé de um redentor vindouro antes de Jesus ir à cruz foram levados para o céu com Ele após a sua ressurreição (Mat. 27.52-53). Eles receberão corpos ressuretos na Segunda Vinda (Dan. 12.1-3). Os judeus que O recebem como seu Messias após o desaparecimento da Igreja se escondem no deserto da Jordânia (Petra) durante a Grande Tribulação (Apo 12.14). Ambos os grupos viverão em Israel durante o Milênio (Eze 43.6-7).
É claro que os judeus e os gentios que entregam seus corações a Jesus durante a era da Igreja se tornam parte da Igreja e, após o arrebatamento / ressurreição, povoarão a Nova Jerusalém (Apo 21). Muitos de nós fomos ensinados a chamá-la de céu, mas é na verdade uma entidade separada. (Mais a respeito disso em nossa discussão do Milênio, item 6 de nossa lista de 7 Coisas que Você Precisa Saber.)
Aqueles que não fizerem nenhuma das coisas acima durante a sua vida serão atormentados no fogo do Inferno até que sejam trazidos de volta à vida para serem julgados no Julgamento do Grande Trono Branco de Apocalipse 20.11-15. Isso acontece no final do Milênio. Eles serão julgados por suas obras e sentenciados ao sofrimento eterno no Lago de Fogo (Apo 20.14). Se os humanos pudessem alcançar a Vida Eterna por seus próprios méritos, então Jesus não precisaria morrer por nós.
No Antigo Testamento, Deus prometeu a Israel que voltaria um dia para viver no meio deles em sua terra (Eze 43.6-7). No Novo Testamento, Jesus prometeu à Igreja que voltaria para nos levar para estar com Ele na Casa de Seu Pai (João 14.1-3). Ambas as promessas se cumprem. Israel não é a Igreja nem a Igreja é Israel, e ambos os grupos são distintos das nações gentias. Muito da confusão ao redor da profecia dos Tempos do Fim resulta ou de não entender, ou da recusa de aceitar esta verdade.
Por exemplo, muitos cristãos hoje acreditam que a Igreja substituiu Israel no plano de Deus e herdou todas as bênçãos de Israel. Israel não serve mais a qualquer propósito no mundo, eles pensam, então quando Deus fala sobre Israel no Novo Testamento, Ele na verdade está falando da Igreja. Portanto, eles entendem mal a Doutrina da Eleição, o Sermão do Monte, a Grande Tribulação, e outros ensinos do Novo Testamento que se referem a Israel.
Também muitos gentios assentam-se em bancos aos domingos e acham que estão na igreja, mesmo não tendo nascido novamente. Eles acham que estão salvos porque tentam viver uma vida boa, ou dão dinheiro, ou pertencem a uma denominação em particular. Eles estão erroneamente convencidos de que as bênçãos da Igreja são deles.
3) O Propósito e a Extensão da Grande Tribulação
Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente. (Jeremias 30.7,11)
Jesus disse que a Grande Tribulação seria o período de julgamento mais intenso que o mundo jamais viu, maior do que as Guerras Mundiais, e ainda maior do que o Dilúvio de Noé. Ele disse que se lhe fosse deixado seguir seu curso, nem um único ser humano sobreviveria. Mas por amor de Seu povo, Ele o pararia em seu tempo determinado (Mat 24.22).
O propósito da Grande Tribulação tem dois lados. Isso está explicado na passagem de Jeremias acima, onde é chamada por seu nome do Antigo Testamento, o Tempo da Angústia de Jacó. Deus a utilizará para destruir completamente as nações descrentes que perseguiram Seu povo através das eras e para disciplinar Israel, purificando-os para viver com Ele na Terra Prometida. A Igreja, tendo sido purificada na cruz, não requer nem destruição nem disciplina e não tem porque estar na Grande Tribulação.
Não importa onde você coloque o Arrebatamento no Cenário do Tempo do Fim, se você crê na todo-suficiente obra do Senhor na cruz, então você sabe que a Igreja tem que ser protegida dos julgamentos do Tempo do Fim, não purificada por eles. Se você não crê que a obra do Senhor foi suficiente, mas que os julgamentos futuros são necessários para terminar o que Ele somente começou, então você tem problemas muito maiores do que descobrir quando o Arrebatamento vai ocorrer.
A extensão da Grande Tribulaçao é dada de forma variada com 3 anos e meio (Daniel 12.7), 42 meses (Apo 11.2), ou 1260 dias (Apo 12.6). Se você utilizar o calendário de 12 meses de 30 dias, com um total de 360 dias por ano, essas três medidas se tornam a mesma coisa. Esta é uma das pistas que nos conduzem a crer que o calendário original da terra consistia de 12 meses com 30 dias cada um, e, de fato, parece que antes de cerca de 700 AC toda a terra utilizava tal calendário (O calendário que usamos hoje tem somente cerca de 400 anos).
Ademais, Daniel 9.27 registra que uma Abominação Que Causa Desolação ocorrerá na metade dos últimos sete anos, ou 3 anos e meio do fim. Em Mat. 24.21 Jesus identifica esse evento como o começo da Grande Tribulação. Paulo confirma isso e adiciona detalhes descrevendo o anticristo no Templo se auto-proclamando Deus (2 Tes. 2.4). Isso é ainda maior evidência de um Templo em Israel no final dos tempos.
A Abominação Que Causa Desolação é uma profanação do Templo que aconteceu somente uma vez no passado. Em 168 AC, o rei assírio Atíoco Epifânio capturou o Templo e converteu-o em um centro de adoração pagã. Ele erigiu uma estátua de Zeus com sua própria face sobre ela no Lugar Santo, proclamando-se, portanto, Deus, exigindo que os judeus a adorassem sob pena de morte. Isso foi chamado de Abominação que Causa Desolação, o único evento na história assim nomeado. Ele tornou o Templo inadequado para o uso e detonou a Revolta de 3 anos e meio dos Macabeus. A recaptura e purificação do templo pelos judeus é celebrada na Festa de oito dias do Hanukkah.
Então, Daniel falou de uma Abominação Que Causa Desolação que marcaria a metade dos últimos sete anos. Um evento chamado de Abominação Que Causa Desolação em 1º Macabeus ocorreu em 168 AC, mais de 300 anos depois. Mas 200 anos depois disso, Jesus disse a Seus Discípulos que o povo de Israel deveria aguardar uma futura Abominação Que Causa Desolação que iniciaria a Grande Tribulação. Paulo também descreve um evento futuro similar ao de 168 AC que o “Dia do Senhor” não poderia precedê-lo.
A Abominação Que Causa Desolação ocorreu em 168 AC como um cumprimento parcial da profecia de Daniel. Sabemos disso porque outros eventos que o cercam não se desenrolaram de acordo com a profecia. Ele aconteceu para que o povo nos tempos finais fosse capaz de reconhecer o completo cumprimento quando o vissem. Eles saberão procurar por um homem dentro do Templo chamando a si mesmo de Deus e exigindo que sua imagem seja adorada. Jesus disse àqueles vivendo na Judéia (Israel) que quando o virem, fujam para se esconder imediatamente, pois a Grande Tribulação terá começado.
4) O Propósito do Arrebatamento
Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura. (1 Tes. 1.9-10)
A palavra grega da qual a passagem acima foi traduzida é “apo”. Literalmente, ela significa manter o sujeito (nós) afastado do tempo, do local, ou de qualquer relação com o evento em referência, neste caso a ira futura. Este verso é um dos muitos que explicam o propósito do Arrebatamento da Igreja, que é para estar escondida em segurança, fora do caminho, antes que Deus visite a Sua ira sobre a terra. Certo, mas quando a ira de Deus virá?
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? (Apo 6.15-17)
Depois de Apocalipse 3, a igreja não é vista na terra até que voltemos com o Senhor no capítulo 19.14, como predito em 17.14. Em Apocalipse 4, João vê uma porta aberta no céu e lhe é ordenado: “Sobe aqui”. Instantaneamente ele se encontra, no espírito, diante do trono de Deus e no final dos tempos. Ele foi transportado para o tempo do Arrebatamento.
Ele vê 24 anciãos lá, assentados em seus próprios tronos ao redor do trono de Deus. Eles estão todos vestidos de branco com coroas de ouro em suas cabeças. Eles se curvam diante do Senhor e colocam suas coroas aos Seus pés dando honra e glória a Ele. No capítulo 5, eles chamam a si mesmo Reis e Sacerdotes quando cantam louvores a Deus. Por seus títulos, roupas, coroas, tronos e atividades, fica claro que eles representam a recém arrebatada igreja.
Existem quatro visões do Trono de Deus no Antigo Testamento. Aquelas em Isaías 6.1-4 e Ezequiel 1 e 10 não incluem esses 24 anciãos. A visão em Daniel 7.9-10, uma visão do tempo do fim, dá pistas de múltiplos tronos, mas não oferece detalhes. Mas, no livro de Apocalipse eles são mencionados 12 vezes. Algum grupo chegou ao céu que não estava lá no tempo do Antigo Testamento, e 12 é o número do governo. É a Igreja, vinda para governar e reinar com Cristo.
Então, a Igreja é arrebatada no capítulo 4, e é mostrada no céu no capítulo 5, enquanto na terra a ira de Deus é liberada no capítulo 6, como a passagem acima declara.
A primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses foi escrita em 51 AD e contém a primeira menção clara jamais feita de um Arrebatamento. Nem Jesus nem os Discípulos jamais o ensinaram. Sua existência foi mantida em segredo até então, assim como seu tempo exato é segredo até hoje. Muitos dos enganos cometidos sobre o tempo do arrebatamento vêm de tentativas fúteis de descobrir passagens dos Evangelhos que o ensinem, como veremos em nossa discussão sobre a Segunda Vinda.
Achamos que o Arrebatamento é o componente único mais importante da profecia dos Tempos do Fim, e para nós ela é. Então, porque Jesus nunca a mencionou? 1 Cor 2.6-10 nos dá a resposta: Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
A frase “príncipes deste mundo” refere-se a Satanás e companhia. Se eles tivessem sabido a impressionante abundância de bênçãos que o Senhor derramaria sobre aqueles que aceitassem Sua morte como pagamento por seus pecados, eles teriam feito tudo ao seu alcance para evitar a crucificação. Pense nisso. Somos chamados Príncipes e Sacerdotes, nos foi dada incalculável riqueza e influência, fomos feitos herdeiros com Cristo dos bens de Deus, algo que Satanás jamais poderia alcançar, e nós jamais poderíamos merecer, e tudo isso é nosso somente porque cremos. Essa descoberta chegou a Satanás quando já era tarde demais para evitar, e transformou o que poderia ter sido sua maior vitória em uma agonizante derrota. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. (Col 2.15)
Mas, como tudo no plano de Deus, você encontrará pistas do Arrebatamento mesmo no Antigo Testamento. Veja esta passagem de Isaías 26.19-21: Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos.
Repare como os pronomes mudam da segunda pessoa quando Deus fala de Seu povo para a terceira pessoa quando Ele fala do povo da terra. Isso significa que os dois grupos são diferentes. A um é dito para se esconder porque o outro vai ser punido. (Nota: a palavra hebraica traduzida como “vai” na frase “Vai, pois, povo meu” é traduzida como “vem” em algumas traduções, relembrando a ordem a João em Apocalipse 4, “Sobe aqui”. Mas a palavra tem um outro significado primário, e este é meu favorito. Ela significa desaparecer. “Desaparece, pois, povo meu!” Sim, nós desapareceremos.)
Leia agora duas das mais populares revelações do Arrebatamento por Paulo: Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. (1 Tes 4.15-17)
MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. (1 Tes 5.1-5) Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Tes 5.9)
Aqui está outra mudança ainda mais dramática dos pronomes. Usando a terceira pessoa do singular, Paulo descreve os descrentes pegos de surpresa, pensando que entraram em um tempo de paz enquanto a destruição repentinamente desaba sobre eles, cortando toda esperança de escape. Então Paulo muda para a terceira pessoa do plural, dizendo aos Crentes que não devemos ser pegos de surpresa quando o Fim se aproximar, e finalmente para a segunda pessoa quando ele nos inclui com ele, não destinados à ira.
Agora observe cuidadosamente quando colocamos as palavras de Paulo sobre as de Isaías: Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.)
Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. (Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.)
Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade. (Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.)
Apesar de a Bíblia conter 66 livros e envolver 40 escritores, há um Autor e Sua mensagem é consistente de Gênesis até Apocalipse. Esse é o porquê de Paulo poder abrir sua passagem sobre o arrebatamento dizendo, “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor...”. O Senhor nunca mencionou o arrebatamento nos Evangelhos. Paulo tinha lido Isaías.
Claro que há muitas outras passagens onde o Senhor promete nos proteger dos julgamentos futuros. E apesar de os cínicos poderem verdadeiramente dizer que a palavra arrebatamento não aparece em nenhuma delas, não dê atenção a isso. Eles estão somente tentando nos confundir.
Eles sabem que arrebatamento (rapto) é uma palavra de origem latina, não hebraica ou grega, as línguas da Bíblia (A mais antiga tradução da Bíblia foi para o Latim, e o termo arrebatamento – rapto – vem dela). O seu equivalente no grego é “harpazo”, que é encontrada no texto grego de 1 Tes 4.15-17. Quando traduzidas para o português, ambas as palavras significam “ser levado para cima, ou levado para longe”. Há uma situação similar com a palavra Lúcifer, também uma palavra de origem latina. Ela também não aparece em nenhum dos textos originais, mas ninguém seria tolo o suficiente para negar a existência de Satanás em uma base tão débil.
Da próxima vez cobriremos as últimas três das Sete Coisas que Você Deve Saber Para Compreender a Profecia do Tempo do Fim.

Fonte: http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/65-sete-coisas-que-voce-precisa-saber-para-entender-a-profecia-dos-tempos-finais-parte-1

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 1

Com todas as tempestades mortais, terremotos, guerras e doenças que dominam nossas notícias, não é de surpreender que estudos recentes indiquem um interesse crescente pela Profecia dos Tempos Finais. Mesmo os não-crentes estão imaginando se o fim está próximo. O que surpreende é quão pouco a maioria dos cristãos realmente sabe sobre profecia, especialmente porque ela compreende cerca de 40% do conteúdo da Bíblia, mais do que qualquer outro tópico.
Com poucas exceções, os seminários não a ensinam, então os pregadores não a pregam. E, portanto, os cristãos não a aprendem. Em todos os meus anos como um cristão denominacional, eu nem uma vez ouvi uma mensagem explicando a importância da profecia para a caminhada do crente com o Senhor. Ainda assim, a Bíblia devota mais espaço para a Profecia do Tempo do Fim do que para todos os ensinos de Jesus.
Quando os cristãos são inquiridos sobre o porque de não estudarem a profecia com mais seriedade, as razões dadas com mais freqüência são: 1) porque ela os assusta, e 2) porque os confunde. Ambas as respostas nascem de uma falta de entendimento. Para o crente, a profecia não é nem assustadora nem confusa, mas a chave para o entendimento do plano de Deus para o homem.
O propósito deste livro é fornecer um fundamento sólido para estudo posterior. Quando a fundação de um edifício é estável e sólida, o edifício todo fica mais forte, capaz de suportar forças poderosas que, de outra forma, o enfraqueceriam ou até mesmo o derrubariam. Assim é quando o fundamento do nosso estudo é sólido. Argumentos poderosos de escarnecedores e descrentes não podem nos abalar ou enfraquecer nossa fé. Vamos começar.

Sete Coisas que Você Deve Saber

Há sete pedaços de informação que são essenciais para entender a Profecia do Tempo do Fim. Eles são os blocos de construção para o forte fundamento que queremos. Uma vez que você as tenha aprendido, essas sete coisas o ajudarão a evitar enganos que têm lançado outros para fora da trilha. Quer chame isso de perspectiva, ou generalidades, ou do que desejar, essa combinação de fatos lhe dará a habilidade de colocar todos os versos proféticos da Bíblia em seu contexto apropriado.

1) A Seqüência dos Eventos Principais

Primeiro é saber o que acontece e quando. Fica realmente confuso se você não sabe a seqüência na qual os principais eventos do Tempo do Fim ocorrerão. Na verdade, sua ordem é bastante lógica e, uma vez aprendida, você começará a se perguntar por que não viu isso antes. A melhor maneira de descobrir isso é fazer o que o mundo dos negócios às vezes chama de exercício de agenda. Envolve ir direto para o final de um processo e identificar o resultado final, se apoiando nos dados atuais. É mais simples do que parece, e muito mais simples em profecia do que nos negócios, porque há muito menos eventos para organizar. Vamos fazê-lo.

O Que Estamos Esperando?

Todos nós pensamos na Eternidade como o resultado final, e assim começando no final e trabalhando para trás, significa que começamos lá. Mas o principal último evento descrito em qualquer nível de detalhe na Bíblia é a Era do Reino ou Milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, que se distingue e precede a Eternidade. O último capítulo de Apocalipse descreve árvores em ambos os lados do Rio da Vida com frutos diferentes a cada mês. Isso significa que o tempo ainda existe, e eternidade, por definição, é ausência de tempo. Falaremos mais sobre isso mais tarde. Por enquanto, digamos apenas que a Eternidade não pode acontecer até que o Milênio acabe.
O Milênio, obviamente, não pode acontecer até a Segunda Vinda, porque é então que o Senhor retorna para estabelecê-lo. E a Segunda Vinda não pode acontecer até o final da Grande Tribulação. E esta não pode acontecer até que o anticristo se coloque no Templo em Israel declarando-se a si mesmo Deus. (2 Tes. 2.4) Esse é o evento que Jesus advertiu Israel a procurar como a salva que inaugurará a Grande Tribulação. Ele o chamou de “A Abominação da Desolação” em Mat. 24.15-21.
Mas isso não pode acontecer até que haja um Templo. Não há um Templo em Israel desde 70 AD e não haverá um até que os Judeus oficialmente decidam que precisam de um. Eles não precisarão de um até que Deus restabeleça seu relacionamento do Velho Concerto, sinalizando o início da 70ª semana de Daniel. E isso não pode acontecer até a Batalha de Ezequiel 38-39 ser vencida. E isso não pode acontecer até que a Igreja tenha ido. E isso nos traz ao presente, porque não há nenhum evento precedendo o Arrebatamento da Igreja. Isso pode acontecer a qualquer momento.

Você Entendeu Isso?

Então a Seqüência dos Principais Eventos é esta: O Arrebatamento da Igreja, a Batalha de Ezequiel 38, a 70ª semana de Daniel começa, A Grande Tribulação, A 2ª Vinda, O Milênio, A Eternidade.
Para aqueles que lêem as Escrituras, da forma como estão escritas, somente dois dos eventos nesta seqüência são motivo de debate quanto à cronologia. Esses são o Arrebatamento e a Batalha de Ezequiel 38, as duas primeiras de nossa lista. Então, vamos descobrir porque elas têm que estar onde as coloquei na seqüência. Mantendo nossa mentalidade regressiva, começaremos com a batalha de Ezequiel e voltaremos até o Arrebatamento.
“E eu porei a minha glória entre os gentios e todos os gentios verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado. E saberão os da casa de Israel que eu sou o Senhor seu Deus, desde aquele dia em diante.
Então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles. Nem lhes esconderei mais a minha face, pois derramarei o meu espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus.” (Eze. 39.21-22, 28-29)
O Senhor declarou claramente que usará a batalha de Ezequiel para acordar espiritualmente Seu povo e chamá-lo de todo o mundo de volta a Israel. Isso resultará na restituição de seu relacionamento do Antigo Concerto, revivendo a longamente adormecida profecia das “70 semanas” de Daniel para os seus sete anos finais e requerendo a construção de um Templo. Sem ele não há como eles manterem Seu concerto.
Isso foi provado uma vez antes na história durante o cativeiro babilônico. Quando Nabucodonosor destruiu o 1º templo, Israel deixou de existir. Mas assim que Ciro o Persa derrotou Babilônia e libertou os Judeus, eles retornaram a Israel e começaram a construir um Templo antes de qualquer outra coisa. Sem um Templo não há sacrifício pelo pecado, e sem esse sacrifício, Jesus não pode se aproximar de Deus.
Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos referem-se a um Templo em Israel no Final dos Tempos. A única razão para um Templo é para executar as ordenanças do Antigo Concerto. Mas construir um Templo hoje causaria um tamanho alvoroço que ninguém em seu perfeito juízo consideraria isso. Os Judeus não querem um Templo, já que somente um de cada quatro é religioso e mesmo os Judeus religiosos estão divididos quanto a esse assunto. E isso segue sem dizer que os muçulmanos sairiam à guerra para evitá-lo.
Somente uma exigência unificada pelo povo de Israel, acompanhada por uma silenciosa aceitação por seus vizinhos muçulmanos, tornaria a construção de um Templo ao menos imaginável. Parece impossível? A batalha de Ezequiel resulta tanto em uma nação judaica reavivada à presença de Deus quanto em uma força de ataque muçulmana totalmente derrotada e sem condições de resistir. As condições perfeitas finalmente existirão para o início da construção. Por estas razões, a batalha de Ezequiel tem que acontecer às portas da 70ª semana de Daniel. Agora, por que o Arrebatamento da Igreja tem que preceder a batalha de Ezequiel?
E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. (Lucas 21.24)
Quando Jerusalém se tornou uma cidade judia novamente em 1967, foi um sinal de que a era do Domínio Gentílico, que começou com Nabucodonosor e Babilônia, estava finalmente chegando ao fim. Por 2500 anos, nações gentílicas estiveram comandando as coisas na terra, mas agora os eventos começariam a trazer Israel para a vanguarda novamente.
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. (Romanos 11.25)
Renascido primeiramente em descrença (Eze. 37.8), Israel permaneceria parcialmente separado de Deus até que a Igreja gentílica atingisse o seu complemento total (número predeterminado) e chegasse a seu destino. (A palavra grega traduzida como “plenitude” era um termo náutico normalmente utilizado para descrever o número total de tripulantes e de carga necessários para cumprir a missão de uma embarcação. A embarcação não poderia navegar até que essa exigência fosse cumprida. A palavra traduzida como “haja entrado” significa chegar a um lugar designado.)
Então o véu seria retirado à medida em que Deus Se revelasse a eles novamente. Como vimos acima, Ele usará a batalha de Ezequiel para começar essa renovação do Antigo Concerto com eles. Mais tarde Israel fará a transição do Antigo Concerto para o Novo, durante a Grande Tribulação. (Zac 12.10) Lembre-se, se eles não voltassem ao Antigo Concerto primeiro, não necessitariam de um Templo. Ele os está retomando de onde pararam.
E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas, Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (Atos 15.13-18)
Isso aconteceu cerca de 20 anos após a cruz. A controvérsia do dia foi se os gentios tinham de se tornar judeus antes de se tornarem cristãos. E, se não, o que seria de Israel? O irmão do Senhor, Tiago, explicou aos Apóstolos e outros presentes ao Concílio de Jerusalém que Israel estava sendo temporariamente posta de lado enquanto Deus focalizava na Igreja. Após ter tomado esse “povo para o Seu nome” (cristãos) dentre os gentios, Ele voltaria e reconstruiria Seu Templo. A passagem implica que Ele levaria a Igreja a algum lugar e então voltaria para reconstruir o Templo, restaurar Israel, e dar ao restante da humanidade uma última chance de buscá-Lo.
Essas três profecias da Bíblia deixam claro que uma vez que Jerusalém se tornasse uma cidade judia novamente, Deus começaria a preparar Israel para a Sua vinda outra vez. Mas ele não estaria focado exclusivamente neles até que tivesse terminado de construir a Igreja e nos tivesse levado para o nosso lugar designado. E onde é isso? Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (João 14.2-3) (Ele não prometeu voltar para estar conosco aqui, mas para nos levar para lá, onde ele está.) Depois disso Ele cuidaria do reavivamento de Israel e da construção do Templo deles.
Por toda a Escritura, o Senhor parece estar envolvido ou com Israel ou com a Igreja, mas nunca com os dois ao mesmo tempo. Tiago mostra isso em seu pronunciamento com relação à Igreja em Atos 15. Todos os líderes da primeira igreja sabiam agora que assim que Deus alcançasse Seus objetivos com a igreja, Ele se voltaria para Israel novamente.
Por esta razão, o renascimento de Israel em 1948 e a reunificação de Jerusalém em 1967 são vistos como os mais importantes sinais de que o Final dos Tempos está sobre nós. A Seqüência de Eventos Principais é somente a primeira das “Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia do Tempo do Fim”. Na próxima vez, veremos mais algumas.

Nem Tudo Era Dele

Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o pão - o suave pão
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?

- Era emprestado!

E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?

- Era emprestado!

Enfim, NADA era dEle!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"

Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade...
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...
Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,

ESSA CRUZ ERA MINHA!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A importância do batismo com o Espírito Santo na vida do evangelista

Quando Jesus andou fisicamente entre os homens, deu-lhes preciosos ensinamentos das coisas que estavam acontecendo e também das coisas que viriam. Jesus sabia que seus servos precisariam de coragem para a grande obra que seria realizada. Por isso que Jesus disse: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo 16:13). Jesus falava sobre o Consolador que viria após sua morte, ressurreição e ascensão aos céus.
E dessa forma aconteceu. Após Jesus ter ascendido, os discípulos começariam uma batalha travada. Primeiro contra si mesmo (suas vontades e ambições terrenas), depois contra o povo (cauterizado por falsos ensinos) e contra o governo e poder local. A mensagem do evangelho sempre incomodou aos que eram coniventes com o erro. Por isso, a promessa da vinda do Consolador sem cumpriu, exatamente como Jesus havia predito.
Em Atos, capítulo 2, vemos o povo de Deus reunidos e um som, como de um vento veemente e impetuoso encheu toda a casa. Muitos sinais e maravilhas aconteciam e a perseguição não mais amedrontava os cristãos, pois o Espírito Santo os guiava em toda a verdade.
Sabemos que no momento em que o homem atende ao chamado de Deus, o Espírito, a partir daí, habita nele, ensinando (Jo 14.26); guiando (Rm 8.14); comissionando (At 13.4); ordenando aos homens (At 8.29) e intercedendo (Rm 8.26,27). Mas quando nos dispomos a buscar mais a sua presença em oração, recebemos o batismo com o Espírito Santo, que é a manifestação de novas línguas (sinal que acompanha aquele que crê – Mc 16:17). O batismo com manifestação de novas línguas edifica o crente (I CO 14:4) e o leva a um grau de intimidade maior com o Pai e aumenta em nós a força para pregarmos com mais ousadia e coragem.

Por Alexandre Nobre

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vivência e moradia de pessoas crentes com ateus, pessoas de outras religiões e denominações

Vários livros têm sido escritos a cada ano com o propósito de esquadrinhar ou melhorar o comportamento do homem. A psicologia e a sociologia, principalmente, constroem suas teses sobre o comportamento humano e o sua transformação ao longo do tempo na sociedade.
Porém, é dentro da família, considerada o menor grupo social que essas transformações têm seu maior impacto, pois ali influenciamos e somos influenciados pela nossa cultura. Então, qual deve ser o comportamento do cristão, quando dentro de seu lar habitam pessoas que se comportam baseados em outros princípios, sejam eles sociais, religiosos ou filosóficos, mas que conflitam diretamente com o comportamento ensinado nas Escrituras?
É exatamente aí que muitos cristãos acabam sendo levados por comportamentos que, a princípio até parecem justos e bons, mas o fim deles contradizem a Palavra de Deus em todos os seus aspectos. Por essa razão o cristão deve manejar bem a Palavra da verdade (II Tm 2:15), para que em todo tempo será encontrado aprovado entre os seus, não tenho do que se envergonhar. Vamos apresentar alguns aspectos que, se colocados em prática, resultará em glorificação a Deus através do bom testemunho em Cristo Jesus.

Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel. (I Tm 5:8)

Dentro da perspectiva cristã, a família foi o início de toda a expansão do homem sobre a terra. O próprio Deus abençoou a Adão e Eva ordenando-lhes para que se multiplicassem sobre a terra, constituindo assim, a primeira família (Gn 1:28). Por isso, nós, cristãos, devemos atentar para a nossa família de forma particular e especial, orando em todo tempo por ela, tendo cuidado para com todos para que, através de nosso testemunho e oração glorifiquem a Deus pelas boas obras que em nós observarem (I Pe 2:11).
O conselho de Paulo a Timóteo em sua primeira carta torna-se para nós uma séria advertência! Não podemos de forma alguma negligenciar o cuidados para com os nossos, pois se assim o fizermos seremos, como disse, pior que os infiéis (I Tm 5:8). Então como proceder em conformidade com a Palavra de Deus em um ambiente não cristão afim de que vejam em nós a luz de Cristo? Vejamos o que diz a Palavra:

“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.” (Tt 3:3)

Algumas vezes podemos nos sentir tentados a julgar ou condenar atos que contrariam a Palavra de Deus. Uma das formas em que podemos ser mal sucedidos em nosso trabalho cristão é quando tentamos convencer alguém a mudar suas atitudes pelas nossas palavras. Isso infere, muitas vezes, em julgamento e soberba, quando mostramos que estamos em melhor posição, sendo assim, capazes de julgar ou até mesmo condenar tais atitudes de nossos familiares. Que não seja assim entre nós. Necessitamos sempre lembrar que nós mesmos, antes de sermos alcançados pela graça de Nosso Senhor Jesus, vivíamos entregues à desobediência (Tt 3:3) e que somente após sermos tocados pelas mãos do Senhor alcançamos a novidade de vida, portanto, sejamos pacientes, fazendo orações por todos para que também venham à novidade de vida revelada em Cristo.

“Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos” (Rm 15:1)

Nossa fortaleza é Cristo. Ele é sempre o lugar onde nos escondemos, onde encontramos descanso e segurança. Porém, essa fortaleza não pode gerar em nós sentimentos altivos, que podem impedir um relacionamento maduro e firme com os nossos. Se a fé em Cristo nos torna fortes, suportemos aqueles que ainda não foram a ela chamados. Nessa comunhão com nossa família procuremos agradar ao nosso próximo, como escreveu Paulo aos romanos e lembremos que também Cristo não agradou a si mesmo, mas deu-se por amor de muitos (Rm 15:2-3). Que a força de Cristo em nós nos torne aptos para abrir mão das nossas próprias vontade, e dedicar o tempo que pudermos aos momentos de comunhão com nossa família, ajudando-os em tudo para que o nome de Deus seja glorificado.


“Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.” (2 Co 4:2)

É obvio que podem ocorrer ocasiões em que os momentos de comunhão com a família podem ser afetados. Se, de alguma forma, o comportamento ou ajuntamento de nossos familiares for trazer escândalo, ou ainda, se por esse ajuntamento houver risco de contrariar a Palavra de Deus, nesse caso devemos ser prudentes e, com a sabedoria do alto, nos separar, rejeitando tais coisas, para que a verdade da Palavra se manifeste em nós. Se em momentos como esse, pela nossa posição houver falatórios e insinuações sobre nosso comportamento, sejamos novamente sábios e mansos, pois a nós não convém contender (II Tm 2:24), mas com firmeza de fé negar o pecado considerando que aqueles que ainda não servem a Deus acham estranho nossa posição, pois deixamos o desenfreamento de dissoluções (I Pe 4:4) e preferimos a Cristo acima de tudo e de todos.

Comportamento

A prudência deve ser a marca registrada de todo cristão. É agindo sob ela que procuramos obedecer a Deus e em tudo agradá-Lo. As Escrituras podem nos ensinar sobre como deve ser o comportamento do cristão em meio à sua família. Vamos observar cada um dos conselhos de Deus para nós em relação:
Ao esposo cristão numa família não cristã: A recomendação bíblica que permeia todo relacionamento, seja entre cristãos ou não, é para que sempre, e em todo o tempo seja praticado o amor. Ao esposo, diz as Escrituras, que ame sua esposa e a ela dê honra, agindo com entendimento para que suas orações não sejam impedidas (Ef 5:28, Cl 3:19, I Pe 3:6);
À esposa cristã numa família não cristã: Um tema muito debatido em relação às esposas refere-se à recomendação bíblica para que as mesmas sejam sujeitas aos seus maridos; isso porque a palavra "sujeição" em nossos dias confunde-se com "submissão". Isso é, claro, uma confusão! O que Paulo e Pedro escreveram em suas cartas aponta na submissão uma espécie de companheirismo; de uma atitude daquela que está pronta para auxiliar (lembra-se de Eva?); para que pelo seu comportamento seus maridos sejam ganhos, sem palavra. A verdadeira e sábia mulher, que edifica sua casa, tem seu poder na perseverança em ajudar seu esposo e filhos, pois que valor há numa mãe/esposa que ora, fazendo tudo por obediência, como se ao Senhor o fizesse (Ef 5:22, Cl 3:18, I Pe 3:1);
Aos filhos numa família não cristã: Aos jovens há diversos exemplos na Bíblia de como ser perseverante, não apenas no meio da sua família, mas em meio a uma sociedade que está totalmente afastada dos retos conselhos do Senhor. Para os filhos que ainda são jovens há força de Deus (I Jo 2:14) para vencer o maligno. Quando escreveu ao amado irmão Tito, Paulo deu importantes recomendações aos jovens, entre as quais podemos citar a moderação, incorrupção, sinceridade e linguagem sã e irrepreensível, qualidades muito raras em nossos dias. Paulo escreveu para os filhos o que ele mesmo vivia no Senhor: a obediência. O filho cristão tem nessa poderosa arma uma excelente pregação, pois sua obediência brilha em meio às trevas, obedecendo aos pais assim como obedece ao Senhor, pois isso é justo. Desde o início da manifestação da vontade de Deus aos homens existe esse mandamento; por essa razão os jovens devem honrar seus pais, pois além de agradar a Deus é o primeiro mandamento com promessa (Ef 6:1-2, Cl 3:20, Tt 2:6-8);
Aos pais cristãos: Recomenda a Palavra que não irritem os filhos, para que não se sintam desanimados. Alguns pais, por excesso de zelo e desejo de verem seus filhos na igreja, buscam artifícios vãos para que isso aconteça. Esses artifícios vão desde recompensas por não faltarem à Escola Bíblica ou até, em alguns casos mais extremos, castigos por mau comportamento, obrigando-os a ler a bíblia exaustivamente, sem que isso gere frutos em seus corações. Aos pais vale o bom conselho das Escrituras, para que sejam pacientes em tudo, mostrando bom testemunho de fé, para que seja espelhos aos seus filhos (Cl 3:21);
Aos idosos: Existe uma importante recomendação também aos mais velhos dentro das Escrituras. Isso porque a sabedoria adquirida ao longo da vida pode influenciar os mais novos em suas caminhadas no Evangelho. Algumas das recomendações vêm de Paulo aos idosos, entre elas: sobriedade, prudência, fé, amor, paciência, seriedade e sabedoria no fazer o bem (Tt 2:2-3). Quem não se maravilha em conhecer homens e mulheres que em seus testemunhos levam a Palavra da salvação aos mais jovens e servem de exemplo aos que estão na caminhada cristã?.

Conclusão

E para finalizar temos o exemplo do nosso Senhor Jesus Cristo, que no auge do seu sofrimento na cruz do calvário, ao enxergar sua mãe que sofria as dores de ver seu filho sob tamanha humilhação e dor, ao lado de seu discípulo e amigo João disse: "Mulher, eis aí o teu filho!". E fitando os olhos em João disse: "Eis aí tua mãe!". A partir daquele momento Jesus confiou a João o dever de cuidar de Maria, sua mãe, por motivos que a Palavra não revela, Jesus considerou ser essa a melhor opção e a partir daquele momento "o discípulo a recebeu em sua casa" (Jo 19:25-27). Muitas vezes em seu ministério, Jesus colocou a adoração e o compromisso a Deus acima de todas as coisas, inclusive da família quando disse: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37), porém entendemos essa grave afirmação de Cristo por causa da árdua tarefa que seus seguidores enfrentariam naquele tempo. Em nossos dias não é mais preciso deixar pai e mãe, porém se for necessário abandonar qualquer pessoa para que em nós cumpra a vontade de Deus, devemos então assim fazê-lo.

Por Alexandre Nobre em 10/06/2011

Fonte: http://www.ipda.com.br/nova/projetofamilia/familias11.php
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