terça-feira, 26 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 3

Esta é a última prestação da nossa série intitulada Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais.

5) Condições acerca da 2ª Vinda

Alguns dias antes de ser preso, Jesus teve uma conversa particular com quatro dos Seus discípulos, seu círculo mais próximo. Eles eram Pedro e André, e Tiago e João, dois pares de irmãos. Eles haviam perguntado a Ele sobre a 2ª Vinda e o Fim dos Tempos. Sua resposta está contida em Mateus 24-25 e Marcos 13 e Marcos 21. Esse é chamado o Sermão do Monte porque a conversa aconteceu no Monte das Oliveiras.
Na narrativa de Mateus, a mais detalhada, Jesus usou diversas referências geográficas e cronológicas. Ele o fez para que Seus ouvintes não ficassem confusos quanto à identidade de Sua real audiência. Tendo mandado que entendêssemos essa passagem em Mat 24.15, Ele queria certificar-se de que as entenderíamos direito. Eu as apontarei e explicarei sua significância quanto ao nosso assunto.
É claro, tornar clara a cronologia dos eventos não impede alguns de ignorar essas referências em uma tentativa de fazer as palavras do Senhor se encaixarem com suas idéias preconcebidas. O resultado é que alguns comentaristas O fazem falar para uma audiência diferente da que ele tencionava, e aparentando dizer coisas que nunca disse.
Por exemplo, alguns tomam a visão errônea de que, se o Sermão do Monte está nos Evangelhos, ele é para a Igreja. Mas em Mat 24.16, o Senhor deixa claro que está admoestando uma futura geração de pessoas na Judéia (como Israel era chamado então) a orar para que sua fuga do anticristo não se desse nem no inverno nem caísse no sábado. As montanhas da Judéia são traiçoeiras no inverno e os Judeus são proibidos pela Lei de viajar mais do que 1000 passos no sábado por qualquer que seja o motivo. A advertência é dirigida ao Israel futuro, de volta ao relacionamento do Antigo Concerto, no começo da Grande Tribulação, a três anos e meio da Segunda Vinda. A Igreja já terá ido.
Em Mat 24.15-21, Ele explica que a Grande Tribulação começará com a Abominação que causa Desolação, o anticristo dentro do Templo declarando ser Deus. Este é o sinal para os judeus fugirem para as montanhas.
Então, em Mat 24.29, Ele diz que imediatamente após o fim da tribulação, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Agora são 3 anos e meio mais tarde. A Grande Tribulação acabou.
Mat 24.30 mostra o povo da terra vendo o Sinal do Filho do Homem no céu, Sua volta visível à terra com poder e grande glória, e todas as pessoas da terra se lamentando. Agora é tarde demais para eles serem salvos e intuitivamente eles percebem isso. Esta é a Segunda Vinda. (Compare o uso da segunda pessoa “tu” e “teu” nos versos 20, 23, 25 e 26 com a terceira pessoa “eles” no verso 30. Os judeus que prestam atenção a esta advertência e fogem são distinguidos das nações (gentios) que lamentam o Seu retorno).
Mat 24.36 começa com “... daquele dia e hora ninguém sabe...”. Que dia? Que hora? O dia e a hora de Sua Segunda Vinda. Fique no contexto. Esse foi Seu assunto desde o verso 30. Eu creio que a razão de Ele ter dito “dia e hora” é para que soubéssemos com certeza que Ele está falando dos verdadeiros Dia e Hora de Sua Vinda, não do tempo genérico.
(Mat 24.40-41 são frequentemente usados para mostrar onde um arrebatamento pós-tribulação acontece, mas um pouco mais para frente eu mostrarei por que isso não pode ser. Primeiro vamos continuar com nossa revisão das referências de tempo do Senhor.)
Mat 25 começa com a palavra “ENTÃO...” (ou Naquele tempo...) e contém três ilustrações que o Senhor usou para descrever o tempo de Sua Vinda. Para o propósito deste estudo, eu somente ressaltarei o que elas revelam sobre a identidade de seus destinatários

A Parábola das 10 Virgens

A primeira é a Parábola das 10 Virgens. Ela é às vezes usada para ilustrar a precária posição dos “desviados” na Igreja, mas há diversos problemas com essa visão.
Primeiro, se o óleo está sendo usado simbolicamente aqui, como creio que está, então o princípio da Constância Expositiva exige que ele represente o Espírito Santo. Podemos perder o Espírito Santo, ou exaurir nosso suprimento dEle? Efésios 1.13 e 2 Coríntios 1.21-22 dizem que o Espírito Santo foi selado dentro de nós como uma garantia de nossa herança, e que isso aconteceu somente porque nós cremos na mensagem do Evangelho. Por todo o Novo Testamento, fica claro que a posição da Igreja diante do Senhor se baseia em crença, não em comportamento.
Mas tal garantia não é mencionada para os crentes da Tribulação. De fato, Apo 16.15 os adverte especificamente a ficar acordados e manter sua retidão, simbolizados por manter suas roupas com eles. (Frequentemente as roupas são usadas para representar retidão, como em Isaías 61.10). Apo 16.15 implica que os crentes da Tribulação são responsáveis por se manter firmes em sua fé para evitar perder sua salvação. Mat 25.8 concorda, dizendo que todas as 10 virgens tinham óleo em suas lâmpadas no começo, mas as cinco tolas não tinham o suficiente para continuar até o fim. Lembre-se, todas as 10 virgens são apanhadas dormindo quando Ele volta. Todas elas se comportaram mal. É o óleo que distingue um grupo do outro.
Segundo, os eruditos nunca chamam essas 10 Virgens de Noiva, mas frequentemente as chamam de damas de companhia. A Igreja é a Noiva, não uma dama de companhia! Quando foi que você ouviu falar de uma noiva tendo que pedir ao noivo para ser admitida em seu próprio casamento?
Terceiro, parece que elas estão tentando entrar na Seudas Mitzvah (festa de casamento), um banquete que vem após a cerimônia de casamento. Se é assim, nenhuma delas esteve na cerimônia propriamente dita, com óleo ou não, então, nenhuma delas pode ser a noiva. De fato, não há menção a nenhuma noiva em lugar algum desta parábola.
Essas virgens não são a Igreja. Elas são sobreviventes da Tribulação tentando entrar no Reino Milenar. Cinco foram salvas durante a Grande Tribulação, assinalada pelo óleo, permaneceram firmes, e são recebidas. As cinco sem o óleo quando Ele chegou não permaneceram firmes e são excluídas.
Esta parábola ensina que Sua volta assinala o limite após o qual mesmo os pedidos para ser salvo e receber o Espírito Santo serão negados. (As virgens tolas, como a parábola as chama, estavam a caminho de reabastecer seu óleo quando o noivo chegou.) A porta será fechada, e o Senhor negará jamais ter conhecido quem chegar atrasado.

A Parábola dos Talentos

Em Mat 25.14, no começo da Parábola dos Talentos, a palavra “também” significa que Ele está dando outra ilustração para o mesmo período de tempo que a parábola das 10 Virgens, o Dia da Sua Vinda. Apesar do fato de usarmos o talento como sendo uma dádiva ou habilidade deriva desta parábola, um talento era uma unidade de medida grega, normalmente monetária.
A chave para interpretar a parábola é saber que tudo é símbolo de alguma outra coisa, assim, nesta parábola, um talento representa algo valioso para o Senhor que Ele deseja que seja investido. Em Seu retorno, Ele pergunta àqueles para quem o confiou, o que alcançaram.
Aqueles que ensinam que talentos são dádivas dadas à Igreja para serem utilizadas sabiamente, produzindo um retorno mensurável, não leram o último verso da parábola. O servo que enterrou o seu talento na terra e não produziu nada com ele foi lançado nas trevas exteriores, o destino eterno dos descrentes. Estará o Senhor ensinando uma salvação baseada nas obras aqui? Ameaçando-nos com a perda da nossa salvação se não produzirmos o suficiente com os dons que Ele nos deu? Não pode ser!
Lendo a Bíblia, fica claro que dinheiro não é importante para o Senhor. Mas Salmo 138.2 diz que Ele valoriza Sua Palavra acima de tudo. Creio que os talentos representam a Sua Palavra. Aqueles que a semeiam nos corações dos outros descobrem que ela se multiplica em novos crentes. Aqueles que a estudam descobrem que seu próprio entendimento cresce, multiplicando sua fé.
Mas aqueles que ignoram a Sua Palavra descobrem que é como escondê-la na terra. Fora da vista, fora da mente, até que o pouco com o que começaram esteja perdido para eles. Isso prova que ela nunca teve nenhum valor para eles, e os condena como descrentes a serem lançados nas trevas exteriores. Eles ouviram a verdade e a ignoraram. Agora é tarde demais. Em 2 Tes 2.10 Paulo os descreve como aqueles que pereceram porque recusaram amar a verdade e ser salvos. Alguns trarão ainda a responsabilidade maior de ter desviado seus seguidores por sua recusa em lhes ensinar a verdade.
Em Sua Palavra, o Senhor delineou todas as atitudes que tomaria com relação ao Seu plano para o planeta terra. “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas,” Ele disse (Amós 3.7). Ele o fez para que o homem jamais tivesse que adivinhar o que Ele tinha em mente. E no que concerne ao Final dos Tempos, Ele teve mais a dizer do que sobre qualquer outro assunto. Ninguém pode alegar ignorância. Novamente, o ponto é que alguns que sobreviverão à Grande Tribulação serão recebidos no Reino e alguns não, e a fé é o fator determinante.

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes

Mat 25.31 não deixa dúvidas quanto ao tempo. Ele começa “E quando o Filho do homem vier em sua glória...” e continua falando sobre o Senhor estabelecendo Seu trono na terra após Sua volta para o Julgamento das Nações, na verdade, um julgamento dos gentios sobreviventes da tribulação. O Senhor não julga nações no sentido eterno, somente indivíduos. A palavra grega aqui é ethnos, e significa “pessoas de todos os tipos”. Eles serão julgados pela forma como trataram “Seus irmãos” durante a Grande Tribulação. Isso é chamado de julgamento das Ovelhas e dos Bodes, sendo as ovelhas aqueles que ajudaram os irmãos Dele através dos horríveis tempos recém passados e os bodes aqueles que não o fizeram.
Alguns dizem que “Seus irmãos” são crentes, quer judeus ou gentios, e outros dizem que são especificamente judeus, mas o ponto mais importante é que esses sobreviventes da tribulação não estão sendo julgados por suas obras. Suas obras estão sendo citadas como evidência de sua fé, como em Tiago 2.18. Ajudar um crente, especialmente um judeu, durante a Grande Tribulação demandará ainda mais coragem do que na Alemanha de Hitler, e será uma ofensa punível com a morte. Somente um seguidor de Jesus, certo de Seu destino eterno, se atreveria fazer e até mesmo a querer isso. Aqueles que ajudaram “Seus irmãos” terão demonstrado sua fé através de suas obras e serão escoltados vivos para o Reino. Aqueles que recusaram ajuda terão condenado a si mesmos às trevas exteriores pela evidência de sua falta de fé.
Todas essas ilustrações ensinam a mesma lição. Crentes sobreviventes que entram vivos para o Reino. Alguns terão se apoiado somente no dom da fé do Espírito Santo, como na Parábola das 10 Virgens. Outros terão multiplicado sua fé pelo estudo e pelo compartilhar da Sua Palavra, como na Parábola dos Talentos. Outros ainda terão posto sua fé em ação, arriscando suas vidas na barganha. Eles são as Ovelhas do Julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Mas assim como tem sido através da história, todos serão salvos pela fé.

Onde Está o Arrebatamento?

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes é, na verdade, uma expansão de Mat 24.40-41 “Um tomado e o outro deixado...” Além do problema do tempo, eis porque esses versos não podem estar descrevendo o Arrebatamento. A palavra grega traduzida por tomados nos versos 40 e 41 significa “recebidos”. Os capitães escolhendo os times em um jogo de futebol de várzea apontam para alguém e dizem, “Eu pego você”. Isso significa, “Venha para cá. Você está no meu time”. Nenhum problema até aqui, o Senhor está pegando uns, mas não os outros.
Mas o significado principal da palavra traduzida como deixados é “mandar embora” como um esposo se divorciando “mandaria embora” sua esposa. Naqueles dias as esposas não tinham direitos e, exceto em circunstâncias não muito comuns, não possuíam propriedade. O lar do casamento era propriedade do marido, normalmente construída nas terras de sua família. Se ele se divorciasse de sua esposa, ele a mandava embora para viver em outro lugar, excluindo-a de sua presença. Os descrentes não são mandados embora dessa maneira no Arrebatamento.
Esta passagem não está descrevendo o arrebatamento. O tempo, o contexto e a disposição das partes estão totalmente errados. Este é um resumo do julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Aqueles que são tomados (recebidos) entram vivos no Reino em seus corpos naturais e ajudam a repovoar a terra, enquanto aqueles deixados (mandados embora) são postos nas Trevas Exteriores, para sempre banidos da presença de Deus. (Se Mat 24.40-41 é o arrebatamento, como poderia haver alguma ovelha sobrando para o julgamento das Ovelhas e dos Bodes? Eles já teriam todos sido tomados!)
E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem (Mat 24.37). Vamos voltar agora e atacar essa declaração de resumo. Nos dias de Noé o povo da terra podia ser separado em três grupos. Havia os descrentes que pereceram no Dilúvio, a família de Noé que foi preservada através do Dilúvio, e Enoque que foi tomado da terra antes do Dilúvio (Enoque foi trasladado em Gêneses 5. Isso significa que Deus o levou vivo para o céu. O Dilúvio veio em Gênesis 6).
No tempo da 2ª Vinda o povo da terra também pode ser separado em três grupos. O mundo descrente que perecerá nos julgamentos do Tempo do Fim, Israel que será preservado através dos julgamentos, e a Igreja que será tirada da terra antes dos julgamentos.
Há algumas similaridades interessantes entre Enoque e a Igreja. Seu nome significa “ensino”, um dos principais papéis da Igreja. A tradição judaica diz que Enoque nasceu no 6º dia de Sivan e foi trasladado no seu aniversário. O 6º dia de Sivan é o dia no calendário hebraico em que se celebra a Festa do Pentecostes. Esse é o dia em que a Igreja nasceu. Será que seremos arrebatados em nosso aniversário também? O tempo dirá. De qualquer forma, Enoque é um bom modelo para a Igreja. Mas você diz, “Enoque era um só corpo”. Também o é a Igreja.

6) A Duração e o Propósito do Milênio

Assim como arrebatamento e Lucifer, milênio é uma palavra de origem Latina e não aparece em lugar algum das Escrituras. Nós a tomamos de duas palavras do Latim, mille, ou 1000, e annum, ou ano. Mille annum, millenium, milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, também conhecido como a Era do Reino. É o sétimo e último período de mil anos da Era do Homem, que começou com o nascimento de Adão. É frequentemente confundido com a Eternidade, mas, como vimos antes, os dois são distintos. Um milênio é obviamente um espaço definido de tempo, enquanto por definição Eternidade é a ausência de tempo.
Durante o Milênio, o Senhor será Rei do Céu e da Terra, sendo a terra restaurada à condição em que estava quando Adão foi criado. Isso incluirá a restauração da paz entre o homem e os animais, trazendo de volta o ambiente tipo jardim original da terra com seu clima subtropical global, eliminando mal-tempo, tempestades assassinas, terremotos e calor ou frio extremos. O tempo de vida do homem começará a aumentar novamente para se igualar ao dos patriarcas de Gêneses. As doenças, esse subproduto do pecado, serão grandemente reduzidas. Parece que a população da terra será sustentada pelo retorno a uma economia agrária, mas sem todos os obstáculos que Adão enfrentou, já que a maldição de Gêneses 3 é finalmente retirada. O homem facilmente produzirá o suficiente para o uso de sua família, e gostará de fazê-lo. Ninguém trabalhará improdutivamente, ou primariamente para o benefício de outros. As crianças crescerão sem medos e os adultos envelhecerão em paz. (Um resumo de Isaías 2.1-5, 4.2-6, 35, 41.18-20, 60.10-22, 65,17-25, Miquéias 4.1-8)
Já que a terra será repovoada principalmente por sobreviventes da Tribulação em seus corpos naturais, ainda haverá pecado, apesar de em menor escala, especialmente no começo. No assim chamado Templo Milenar em Israel, sacerdotes conduzirão sacrifícios diários pelo pecado, assim como nos dias do Antigo Testamento. Mas enquanto os crentes do Antigo Testamento observavam os sacrifícios do Templo para aprender o que o Messias faria um dia por eles, crentes originais Milenares os observarão para lembrar, e para suas crianças aprenderem, o que Ele já fez (Eze 40-47).
O Senhor reinará supremo na terra como Rei e Sumo Sacerdote, o cabeça tanto de um governo mundial como de uma religião mundial. Ele não tolerará ameaças à Sua paz estabelecida, nem qualquer desvio de Sua doutrina (Salmo 2).
No começo, somente os crentes habitarão a terra, aproveitando do verdadeiramente utópico ambiente que a humanidade sempre sonhou, mas somente Deus pode criar. Em breve eles terão filhos que, à medida que amadurecem, terão que escolher receber o perdão do Senhor, assim como nós. E como acontece hoje, alguns O rejeitarão para seguir seus próprios caminhos. Quando Satanás for solto no final do Milênio, haverão tantos que recusaram o Senhor que ele rapidamente encontrará um enorme exército de recrutas para sua última tentativa de chutar o Senhor para fora do planeta.
Mas, com fogo do céu, o Senhor destruirá o exército de Satanás, atirando-o no Lago de Fogo, onde ele será atormentado de dia e de noite para sempre. Nunca mais ele ou um de seus cúmplices serão livres para afligir o povo de Deus (Apo 20.7-10).
Como Isso Poderia Acontecer?
O que começou como uma era de inimaginável paz e prosperidade, terminará em guerra aberta contra o próprio Rei que a tornou possível. Como pode ser?
Antes do Milênio, o homem tinha três desculpas para sua incapacidade de agradar a Deus. A primeira era Satanás, cujos esquemas engenhosos desencaminharam o homem. Mas durante todo o Milênio, Satanás tem estado atado em trevas.
A segunda era a má influência de descrentes entre nós. Mas no começo do Milênio, a terra estará limpa de todos os descrentes. Somente àqueles que deram seu coração ao Senhor foi permitido entrar no Reino.
E a terceira era ausência de Deus no nosso meio. Por 2600 anos, com exceção de um período de 33 anos, Deus esteve ausente deste planeta deixando o homem “se virar”. Mas durante todo o Milênio Pai, Filho e Espírito Santo têm vivido no meio do povo da terra.

Qual é o Objetivo?

No Milênio, os habitantes da terra viverão nas circunstâncias ideais do paraíso, como Adão e Eva. A maldição se foi e o Senhor está lá no meio deles, todos são crentes e Satanás está atado. Ainda assim, ainda há bastante pecado residual nos corações do homem não regenerado para que ele se rebele na primeira chance que tiver. O homem pecaminoso não pode viver na presença de um Deus Santo, sendo incapaz de cumprir Seus mandamentos. Ele precisa de um Salvador e Redentor para reconciliá-lo com Deus, e um transplante de coração para curá-lo de sua natureza de pecado. Todo o objetivo do Milênio é provar de uma vez por todas que o coração do homem é enganoso acima de todas as coisas e além da possibilidade de cura (Jer 17.9)

O Milênio na Nova Jerusalém

A vida é muito diferente no Lar dos Remidos. Apesar de os Reis da Terra nos trazerem o seu esplendor, nenhum descrente pode jamais colocar os pés no lugar, nem mesmo um crente em seu estado natural. Nossas mansões no céu são feitas de ouro puro, assim como as ruas que passam diante delas, suas fundações são feitas de pedras preciosas. Não há Templo na Nova Jerusalém porque o Cordeiro de Deus habita lá e é o nosso Templo. A fonte de energia que nos ilumina e aquece é a Glória de Deus, e a nossa radiação, por sua vez, fornece luz para as nações da terra (Apo 21.9-27).
Nossos corpos glorificados terão sido liberados de suas ataduras dimensionais, permitindo-nos aparecer e desaparecer como quisermos, viajando para frente e para trás no tempo à velocidade do pensamento enquanto sondamos os ilimitados deleites da Criação de Deus. Nenhum detalhe foi deixado de lado no que se refere ao nosso conforto e felicidade. Não há mais morte ou lamento ou choro ou dor, somente a infindável alegria da exploração e do descobrimento. Como está escrito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Cor 2.9).
Nosso lar não está na terra, não está no Trono de Deus também. Abaixo dos Céus, mas nunca pousando na terra, nosso lar poderia ser chamado de um satélite de órbita baixa na terminologia de hoje. Com 2250 km de altura, largura e profundidade, ele não caberia em Israel, muito menos em Jerusalém. Se tocássemos a terra, precisaríamos de um espaço equivalente à área desde o Maine até a Flórida e até o Rio Mississipi, ou toda a Europa ocidental da Suécia até a Itália. E seríamos 4000 vezes mais altos do que o mais alto edifício da terra.
A Igreja foi descrita como a Pérola de Grande Valor. Uma pérola é criada no oceano e cresce como resposta a uma irritação. É a única gema preciosa que vem de um organismo vivo. No tempo da colheita, ela é removida de seu habitat natural para ser colocada em um encaixe preparado onde se torna um objeto de adorno.
Assim é com a Igreja. Criada dentre as nações gentílicas, a Igreja foi uma grande irritação tanto para Israel quanto para o Império Romano. Apesar de centenas de anos de perseguições buscarem a nossa destruição, nós crescemos constantemente. Na colheita seremos tirados da terra para sermos colocados em mansões que o Senhor construiu especialmente para nós, para nos tornarmos o objeto de Seu adorno.

7) A Eternidade

Não posso falar muito sobre a eternidade, exceto dizer-lhe que há uma. A Bíblia termina no final do Milênio, entretanto nos ensina que todos os que nasceram vivem para sempre. A questão não é se você tem a vida eterna. A questão é onde você passará a eternidade. Há somente dois destinos possíveis e nós os descrevemos a ambos. Felicidade eterna na presença de Deus, ou vergonha e punição eternas banidos da presença de Deus. Apesar de Deus ser paciente, não querendo que ninguém se perca, não é uma decisão que Ele deva tomar. Ele a entregou a você, sabendo que sem uma alternativa, sua escolha de aceitá-lo voluntariamente é sem sentido. Ele o ama o bastante para arriscar que você tome a decisão errada, e o bastante para ater-se aos seus desejos se você o fizer.
Não me entenda mal. Ninguém iria conscientemente escolher ir para um lugar de tormento eterno. Mas muitos terminarão lá. Quando acontecer, terá sido porque recusaram escolher o Céu, e esta é a única oura alternativa.
Aqui então estão as Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais. Dominá-las lhe permitirá evitar com sucesso toda heresia e falso ensino que roda por aí nesses últimos dias. O estudo da profecia não é uma questão de salvação, mas o Senhor nos admoestou em diversas ocasiões a entender os sinais dos tempos para que não fossemos pegos desprevenidos. Devemos observar com expectação e esperar com certeza.
Em Apocalipse 1.3 nos são prometidas bênçãos por nosso estudo diligente, e em 2 Timóteo 4.8 uma coroa por esperar o Seu aparecimento. Mas para mim o maior presente que vem do estudo da profecia é o fortalecimento da nossa fé. Nada pode se comparar a observar a Palavra de Deus passar do abstrato ao concreto enquanto vemos a Profecia Bíblica se cumprir diante dos nossos olhos. Se escutar com cuidado, você quase pode ouvir os Passos do Messias.

Fonte: http://olharprofetico.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 2

Nosso estudo anterior cobriu a Seqüência dos Principais Eventos. Começaremos este segmento com o segundo item em nossa lista de sete.

2) O Destino dos Três Componentes da Humanidade: As Nações, Israel, e A Igreja

Mesmo os assim chamados experts interpretam mal a profecia quando não param para considerar a quem o Senhor, ou um de Seus profetas, está se dirigindo. Só porque algo está nos evangelhos não significa necessariamente que é para a Igreja, ou estando em Isaías que é somente para Israel. Conhecer o destinatário real de uma profecia é crítico para entendê-la, e há três possibilidades.
Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. (Efés. 2.15-16) Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos (gentios), nem à igreja de Deus. (1 Cor. 10.32)
Através dos tempos, a raça humana veio a ser dividida em três componentes a partir da perspectiva de Deus. Eis como aconteceu. Desde a criação havia uma raça de humanos, a família do homem, mais tarde chamada de gentios. Então, em Gêneses 12, Deus chamou Abraão para construir uma grande nação. Daquele tempo em diante, a população do mundo ou era de judeus ou de gentios. Mas na cruz, Deus criou a Igreja, tirada do meio tanto dos judeus quanto dos gentios, mas não compartilhando o destino de nenhum deles. Agora eram três, e todos na terra pertenciam a uma delas. Em suas epístolas, Paulo sempre sofreu para separar a Igreja tanto dos gentios quanto dos judeus, de fato ele chamou a Igreja de uma nova raça de humanos. Descreverei o destino de cada grupo para que você veja quão diferentes eles são.
De acordo com Isaías 56.6-8, os gentios que se convertiam ao judaísmo nos tempos do Antigo Testamento se tornavam parte de Israel e compartilhavam seu destino (veja abaixo). Os gentios que encontram o Senhor após o desaparecimento da Igreja se tornam santos da tribulação. Eles são ou martirizados por sua fé, neste caso eles servem a Deus em Seu Templo (Apo 7.13-17), ou sobrevivem para ajudar a repovoar a terra na era do Reino. Os sobreviventes gentios crentes são os cordeiros no Julgamento dos Cordeiros e dos Bodes que veremos mais tarde.
Os judeus (e os gentios convertidos) que morreram na fé de um redentor vindouro antes de Jesus ir à cruz foram levados para o céu com Ele após a sua ressurreição (Mat. 27.52-53). Eles receberão corpos ressuretos na Segunda Vinda (Dan. 12.1-3). Os judeus que O recebem como seu Messias após o desaparecimento da Igreja se escondem no deserto da Jordânia (Petra) durante a Grande Tribulação (Apo 12.14). Ambos os grupos viverão em Israel durante o Milênio (Eze 43.6-7).
É claro que os judeus e os gentios que entregam seus corações a Jesus durante a era da Igreja se tornam parte da Igreja e, após o arrebatamento / ressurreição, povoarão a Nova Jerusalém (Apo 21). Muitos de nós fomos ensinados a chamá-la de céu, mas é na verdade uma entidade separada. (Mais a respeito disso em nossa discussão do Milênio, item 6 de nossa lista de 7 Coisas que Você Precisa Saber.)
Aqueles que não fizerem nenhuma das coisas acima durante a sua vida serão atormentados no fogo do Inferno até que sejam trazidos de volta à vida para serem julgados no Julgamento do Grande Trono Branco de Apocalipse 20.11-15. Isso acontece no final do Milênio. Eles serão julgados por suas obras e sentenciados ao sofrimento eterno no Lago de Fogo (Apo 20.14). Se os humanos pudessem alcançar a Vida Eterna por seus próprios méritos, então Jesus não precisaria morrer por nós.
No Antigo Testamento, Deus prometeu a Israel que voltaria um dia para viver no meio deles em sua terra (Eze 43.6-7). No Novo Testamento, Jesus prometeu à Igreja que voltaria para nos levar para estar com Ele na Casa de Seu Pai (João 14.1-3). Ambas as promessas se cumprem. Israel não é a Igreja nem a Igreja é Israel, e ambos os grupos são distintos das nações gentias. Muito da confusão ao redor da profecia dos Tempos do Fim resulta ou de não entender, ou da recusa de aceitar esta verdade.
Por exemplo, muitos cristãos hoje acreditam que a Igreja substituiu Israel no plano de Deus e herdou todas as bênçãos de Israel. Israel não serve mais a qualquer propósito no mundo, eles pensam, então quando Deus fala sobre Israel no Novo Testamento, Ele na verdade está falando da Igreja. Portanto, eles entendem mal a Doutrina da Eleição, o Sermão do Monte, a Grande Tribulação, e outros ensinos do Novo Testamento que se referem a Israel.
Também muitos gentios assentam-se em bancos aos domingos e acham que estão na igreja, mesmo não tendo nascido novamente. Eles acham que estão salvos porque tentam viver uma vida boa, ou dão dinheiro, ou pertencem a uma denominação em particular. Eles estão erroneamente convencidos de que as bênçãos da Igreja são deles.
3) O Propósito e a Extensão da Grande Tribulação
Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente. (Jeremias 30.7,11)
Jesus disse que a Grande Tribulação seria o período de julgamento mais intenso que o mundo jamais viu, maior do que as Guerras Mundiais, e ainda maior do que o Dilúvio de Noé. Ele disse que se lhe fosse deixado seguir seu curso, nem um único ser humano sobreviveria. Mas por amor de Seu povo, Ele o pararia em seu tempo determinado (Mat 24.22).
O propósito da Grande Tribulação tem dois lados. Isso está explicado na passagem de Jeremias acima, onde é chamada por seu nome do Antigo Testamento, o Tempo da Angústia de Jacó. Deus a utilizará para destruir completamente as nações descrentes que perseguiram Seu povo através das eras e para disciplinar Israel, purificando-os para viver com Ele na Terra Prometida. A Igreja, tendo sido purificada na cruz, não requer nem destruição nem disciplina e não tem porque estar na Grande Tribulação.
Não importa onde você coloque o Arrebatamento no Cenário do Tempo do Fim, se você crê na todo-suficiente obra do Senhor na cruz, então você sabe que a Igreja tem que ser protegida dos julgamentos do Tempo do Fim, não purificada por eles. Se você não crê que a obra do Senhor foi suficiente, mas que os julgamentos futuros são necessários para terminar o que Ele somente começou, então você tem problemas muito maiores do que descobrir quando o Arrebatamento vai ocorrer.
A extensão da Grande Tribulaçao é dada de forma variada com 3 anos e meio (Daniel 12.7), 42 meses (Apo 11.2), ou 1260 dias (Apo 12.6). Se você utilizar o calendário de 12 meses de 30 dias, com um total de 360 dias por ano, essas três medidas se tornam a mesma coisa. Esta é uma das pistas que nos conduzem a crer que o calendário original da terra consistia de 12 meses com 30 dias cada um, e, de fato, parece que antes de cerca de 700 AC toda a terra utilizava tal calendário (O calendário que usamos hoje tem somente cerca de 400 anos).
Ademais, Daniel 9.27 registra que uma Abominação Que Causa Desolação ocorrerá na metade dos últimos sete anos, ou 3 anos e meio do fim. Em Mat. 24.21 Jesus identifica esse evento como o começo da Grande Tribulação. Paulo confirma isso e adiciona detalhes descrevendo o anticristo no Templo se auto-proclamando Deus (2 Tes. 2.4). Isso é ainda maior evidência de um Templo em Israel no final dos tempos.
A Abominação Que Causa Desolação é uma profanação do Templo que aconteceu somente uma vez no passado. Em 168 AC, o rei assírio Atíoco Epifânio capturou o Templo e converteu-o em um centro de adoração pagã. Ele erigiu uma estátua de Zeus com sua própria face sobre ela no Lugar Santo, proclamando-se, portanto, Deus, exigindo que os judeus a adorassem sob pena de morte. Isso foi chamado de Abominação que Causa Desolação, o único evento na história assim nomeado. Ele tornou o Templo inadequado para o uso e detonou a Revolta de 3 anos e meio dos Macabeus. A recaptura e purificação do templo pelos judeus é celebrada na Festa de oito dias do Hanukkah.
Então, Daniel falou de uma Abominação Que Causa Desolação que marcaria a metade dos últimos sete anos. Um evento chamado de Abominação Que Causa Desolação em 1º Macabeus ocorreu em 168 AC, mais de 300 anos depois. Mas 200 anos depois disso, Jesus disse a Seus Discípulos que o povo de Israel deveria aguardar uma futura Abominação Que Causa Desolação que iniciaria a Grande Tribulação. Paulo também descreve um evento futuro similar ao de 168 AC que o “Dia do Senhor” não poderia precedê-lo.
A Abominação Que Causa Desolação ocorreu em 168 AC como um cumprimento parcial da profecia de Daniel. Sabemos disso porque outros eventos que o cercam não se desenrolaram de acordo com a profecia. Ele aconteceu para que o povo nos tempos finais fosse capaz de reconhecer o completo cumprimento quando o vissem. Eles saberão procurar por um homem dentro do Templo chamando a si mesmo de Deus e exigindo que sua imagem seja adorada. Jesus disse àqueles vivendo na Judéia (Israel) que quando o virem, fujam para se esconder imediatamente, pois a Grande Tribulação terá começado.
4) O Propósito do Arrebatamento
Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura. (1 Tes. 1.9-10)
A palavra grega da qual a passagem acima foi traduzida é “apo”. Literalmente, ela significa manter o sujeito (nós) afastado do tempo, do local, ou de qualquer relação com o evento em referência, neste caso a ira futura. Este verso é um dos muitos que explicam o propósito do Arrebatamento da Igreja, que é para estar escondida em segurança, fora do caminho, antes que Deus visite a Sua ira sobre a terra. Certo, mas quando a ira de Deus virá?
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? (Apo 6.15-17)
Depois de Apocalipse 3, a igreja não é vista na terra até que voltemos com o Senhor no capítulo 19.14, como predito em 17.14. Em Apocalipse 4, João vê uma porta aberta no céu e lhe é ordenado: “Sobe aqui”. Instantaneamente ele se encontra, no espírito, diante do trono de Deus e no final dos tempos. Ele foi transportado para o tempo do Arrebatamento.
Ele vê 24 anciãos lá, assentados em seus próprios tronos ao redor do trono de Deus. Eles estão todos vestidos de branco com coroas de ouro em suas cabeças. Eles se curvam diante do Senhor e colocam suas coroas aos Seus pés dando honra e glória a Ele. No capítulo 5, eles chamam a si mesmo Reis e Sacerdotes quando cantam louvores a Deus. Por seus títulos, roupas, coroas, tronos e atividades, fica claro que eles representam a recém arrebatada igreja.
Existem quatro visões do Trono de Deus no Antigo Testamento. Aquelas em Isaías 6.1-4 e Ezequiel 1 e 10 não incluem esses 24 anciãos. A visão em Daniel 7.9-10, uma visão do tempo do fim, dá pistas de múltiplos tronos, mas não oferece detalhes. Mas, no livro de Apocalipse eles são mencionados 12 vezes. Algum grupo chegou ao céu que não estava lá no tempo do Antigo Testamento, e 12 é o número do governo. É a Igreja, vinda para governar e reinar com Cristo.
Então, a Igreja é arrebatada no capítulo 4, e é mostrada no céu no capítulo 5, enquanto na terra a ira de Deus é liberada no capítulo 6, como a passagem acima declara.
A primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses foi escrita em 51 AD e contém a primeira menção clara jamais feita de um Arrebatamento. Nem Jesus nem os Discípulos jamais o ensinaram. Sua existência foi mantida em segredo até então, assim como seu tempo exato é segredo até hoje. Muitos dos enganos cometidos sobre o tempo do arrebatamento vêm de tentativas fúteis de descobrir passagens dos Evangelhos que o ensinem, como veremos em nossa discussão sobre a Segunda Vinda.
Achamos que o Arrebatamento é o componente único mais importante da profecia dos Tempos do Fim, e para nós ela é. Então, porque Jesus nunca a mencionou? 1 Cor 2.6-10 nos dá a resposta: Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
A frase “príncipes deste mundo” refere-se a Satanás e companhia. Se eles tivessem sabido a impressionante abundância de bênçãos que o Senhor derramaria sobre aqueles que aceitassem Sua morte como pagamento por seus pecados, eles teriam feito tudo ao seu alcance para evitar a crucificação. Pense nisso. Somos chamados Príncipes e Sacerdotes, nos foi dada incalculável riqueza e influência, fomos feitos herdeiros com Cristo dos bens de Deus, algo que Satanás jamais poderia alcançar, e nós jamais poderíamos merecer, e tudo isso é nosso somente porque cremos. Essa descoberta chegou a Satanás quando já era tarde demais para evitar, e transformou o que poderia ter sido sua maior vitória em uma agonizante derrota. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. (Col 2.15)
Mas, como tudo no plano de Deus, você encontrará pistas do Arrebatamento mesmo no Antigo Testamento. Veja esta passagem de Isaías 26.19-21: Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos.
Repare como os pronomes mudam da segunda pessoa quando Deus fala de Seu povo para a terceira pessoa quando Ele fala do povo da terra. Isso significa que os dois grupos são diferentes. A um é dito para se esconder porque o outro vai ser punido. (Nota: a palavra hebraica traduzida como “vai” na frase “Vai, pois, povo meu” é traduzida como “vem” em algumas traduções, relembrando a ordem a João em Apocalipse 4, “Sobe aqui”. Mas a palavra tem um outro significado primário, e este é meu favorito. Ela significa desaparecer. “Desaparece, pois, povo meu!” Sim, nós desapareceremos.)
Leia agora duas das mais populares revelações do Arrebatamento por Paulo: Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. (1 Tes 4.15-17)
MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. (1 Tes 5.1-5) Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Tes 5.9)
Aqui está outra mudança ainda mais dramática dos pronomes. Usando a terceira pessoa do singular, Paulo descreve os descrentes pegos de surpresa, pensando que entraram em um tempo de paz enquanto a destruição repentinamente desaba sobre eles, cortando toda esperança de escape. Então Paulo muda para a terceira pessoa do plural, dizendo aos Crentes que não devemos ser pegos de surpresa quando o Fim se aproximar, e finalmente para a segunda pessoa quando ele nos inclui com ele, não destinados à ira.
Agora observe cuidadosamente quando colocamos as palavras de Paulo sobre as de Isaías: Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.)
Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. (Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.)
Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade. (Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.)
Apesar de a Bíblia conter 66 livros e envolver 40 escritores, há um Autor e Sua mensagem é consistente de Gênesis até Apocalipse. Esse é o porquê de Paulo poder abrir sua passagem sobre o arrebatamento dizendo, “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor...”. O Senhor nunca mencionou o arrebatamento nos Evangelhos. Paulo tinha lido Isaías.
Claro que há muitas outras passagens onde o Senhor promete nos proteger dos julgamentos futuros. E apesar de os cínicos poderem verdadeiramente dizer que a palavra arrebatamento não aparece em nenhuma delas, não dê atenção a isso. Eles estão somente tentando nos confundir.
Eles sabem que arrebatamento (rapto) é uma palavra de origem latina, não hebraica ou grega, as línguas da Bíblia (A mais antiga tradução da Bíblia foi para o Latim, e o termo arrebatamento – rapto – vem dela). O seu equivalente no grego é “harpazo”, que é encontrada no texto grego de 1 Tes 4.15-17. Quando traduzidas para o português, ambas as palavras significam “ser levado para cima, ou levado para longe”. Há uma situação similar com a palavra Lúcifer, também uma palavra de origem latina. Ela também não aparece em nenhum dos textos originais, mas ninguém seria tolo o suficiente para negar a existência de Satanás em uma base tão débil.
Da próxima vez cobriremos as últimas três das Sete Coisas que Você Deve Saber Para Compreender a Profecia do Tempo do Fim.

Fonte: http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/65-sete-coisas-que-voce-precisa-saber-para-entender-a-profecia-dos-tempos-finais-parte-1

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 1

Com todas as tempestades mortais, terremotos, guerras e doenças que dominam nossas notícias, não é de surpreender que estudos recentes indiquem um interesse crescente pela Profecia dos Tempos Finais. Mesmo os não-crentes estão imaginando se o fim está próximo. O que surpreende é quão pouco a maioria dos cristãos realmente sabe sobre profecia, especialmente porque ela compreende cerca de 40% do conteúdo da Bíblia, mais do que qualquer outro tópico.
Com poucas exceções, os seminários não a ensinam, então os pregadores não a pregam. E, portanto, os cristãos não a aprendem. Em todos os meus anos como um cristão denominacional, eu nem uma vez ouvi uma mensagem explicando a importância da profecia para a caminhada do crente com o Senhor. Ainda assim, a Bíblia devota mais espaço para a Profecia do Tempo do Fim do que para todos os ensinos de Jesus.
Quando os cristãos são inquiridos sobre o porque de não estudarem a profecia com mais seriedade, as razões dadas com mais freqüência são: 1) porque ela os assusta, e 2) porque os confunde. Ambas as respostas nascem de uma falta de entendimento. Para o crente, a profecia não é nem assustadora nem confusa, mas a chave para o entendimento do plano de Deus para o homem.
O propósito deste livro é fornecer um fundamento sólido para estudo posterior. Quando a fundação de um edifício é estável e sólida, o edifício todo fica mais forte, capaz de suportar forças poderosas que, de outra forma, o enfraqueceriam ou até mesmo o derrubariam. Assim é quando o fundamento do nosso estudo é sólido. Argumentos poderosos de escarnecedores e descrentes não podem nos abalar ou enfraquecer nossa fé. Vamos começar.

Sete Coisas que Você Deve Saber

Há sete pedaços de informação que são essenciais para entender a Profecia do Tempo do Fim. Eles são os blocos de construção para o forte fundamento que queremos. Uma vez que você as tenha aprendido, essas sete coisas o ajudarão a evitar enganos que têm lançado outros para fora da trilha. Quer chame isso de perspectiva, ou generalidades, ou do que desejar, essa combinação de fatos lhe dará a habilidade de colocar todos os versos proféticos da Bíblia em seu contexto apropriado.

1) A Seqüência dos Eventos Principais

Primeiro é saber o que acontece e quando. Fica realmente confuso se você não sabe a seqüência na qual os principais eventos do Tempo do Fim ocorrerão. Na verdade, sua ordem é bastante lógica e, uma vez aprendida, você começará a se perguntar por que não viu isso antes. A melhor maneira de descobrir isso é fazer o que o mundo dos negócios às vezes chama de exercício de agenda. Envolve ir direto para o final de um processo e identificar o resultado final, se apoiando nos dados atuais. É mais simples do que parece, e muito mais simples em profecia do que nos negócios, porque há muito menos eventos para organizar. Vamos fazê-lo.

O Que Estamos Esperando?

Todos nós pensamos na Eternidade como o resultado final, e assim começando no final e trabalhando para trás, significa que começamos lá. Mas o principal último evento descrito em qualquer nível de detalhe na Bíblia é a Era do Reino ou Milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, que se distingue e precede a Eternidade. O último capítulo de Apocalipse descreve árvores em ambos os lados do Rio da Vida com frutos diferentes a cada mês. Isso significa que o tempo ainda existe, e eternidade, por definição, é ausência de tempo. Falaremos mais sobre isso mais tarde. Por enquanto, digamos apenas que a Eternidade não pode acontecer até que o Milênio acabe.
O Milênio, obviamente, não pode acontecer até a Segunda Vinda, porque é então que o Senhor retorna para estabelecê-lo. E a Segunda Vinda não pode acontecer até o final da Grande Tribulação. E esta não pode acontecer até que o anticristo se coloque no Templo em Israel declarando-se a si mesmo Deus. (2 Tes. 2.4) Esse é o evento que Jesus advertiu Israel a procurar como a salva que inaugurará a Grande Tribulação. Ele o chamou de “A Abominação da Desolação” em Mat. 24.15-21.
Mas isso não pode acontecer até que haja um Templo. Não há um Templo em Israel desde 70 AD e não haverá um até que os Judeus oficialmente decidam que precisam de um. Eles não precisarão de um até que Deus restabeleça seu relacionamento do Velho Concerto, sinalizando o início da 70ª semana de Daniel. E isso não pode acontecer até a Batalha de Ezequiel 38-39 ser vencida. E isso não pode acontecer até que a Igreja tenha ido. E isso nos traz ao presente, porque não há nenhum evento precedendo o Arrebatamento da Igreja. Isso pode acontecer a qualquer momento.

Você Entendeu Isso?

Então a Seqüência dos Principais Eventos é esta: O Arrebatamento da Igreja, a Batalha de Ezequiel 38, a 70ª semana de Daniel começa, A Grande Tribulação, A 2ª Vinda, O Milênio, A Eternidade.
Para aqueles que lêem as Escrituras, da forma como estão escritas, somente dois dos eventos nesta seqüência são motivo de debate quanto à cronologia. Esses são o Arrebatamento e a Batalha de Ezequiel 38, as duas primeiras de nossa lista. Então, vamos descobrir porque elas têm que estar onde as coloquei na seqüência. Mantendo nossa mentalidade regressiva, começaremos com a batalha de Ezequiel e voltaremos até o Arrebatamento.
“E eu porei a minha glória entre os gentios e todos os gentios verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado. E saberão os da casa de Israel que eu sou o Senhor seu Deus, desde aquele dia em diante.
Então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles. Nem lhes esconderei mais a minha face, pois derramarei o meu espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus.” (Eze. 39.21-22, 28-29)
O Senhor declarou claramente que usará a batalha de Ezequiel para acordar espiritualmente Seu povo e chamá-lo de todo o mundo de volta a Israel. Isso resultará na restituição de seu relacionamento do Antigo Concerto, revivendo a longamente adormecida profecia das “70 semanas” de Daniel para os seus sete anos finais e requerendo a construção de um Templo. Sem ele não há como eles manterem Seu concerto.
Isso foi provado uma vez antes na história durante o cativeiro babilônico. Quando Nabucodonosor destruiu o 1º templo, Israel deixou de existir. Mas assim que Ciro o Persa derrotou Babilônia e libertou os Judeus, eles retornaram a Israel e começaram a construir um Templo antes de qualquer outra coisa. Sem um Templo não há sacrifício pelo pecado, e sem esse sacrifício, Jesus não pode se aproximar de Deus.
Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos referem-se a um Templo em Israel no Final dos Tempos. A única razão para um Templo é para executar as ordenanças do Antigo Concerto. Mas construir um Templo hoje causaria um tamanho alvoroço que ninguém em seu perfeito juízo consideraria isso. Os Judeus não querem um Templo, já que somente um de cada quatro é religioso e mesmo os Judeus religiosos estão divididos quanto a esse assunto. E isso segue sem dizer que os muçulmanos sairiam à guerra para evitá-lo.
Somente uma exigência unificada pelo povo de Israel, acompanhada por uma silenciosa aceitação por seus vizinhos muçulmanos, tornaria a construção de um Templo ao menos imaginável. Parece impossível? A batalha de Ezequiel resulta tanto em uma nação judaica reavivada à presença de Deus quanto em uma força de ataque muçulmana totalmente derrotada e sem condições de resistir. As condições perfeitas finalmente existirão para o início da construção. Por estas razões, a batalha de Ezequiel tem que acontecer às portas da 70ª semana de Daniel. Agora, por que o Arrebatamento da Igreja tem que preceder a batalha de Ezequiel?
E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. (Lucas 21.24)
Quando Jerusalém se tornou uma cidade judia novamente em 1967, foi um sinal de que a era do Domínio Gentílico, que começou com Nabucodonosor e Babilônia, estava finalmente chegando ao fim. Por 2500 anos, nações gentílicas estiveram comandando as coisas na terra, mas agora os eventos começariam a trazer Israel para a vanguarda novamente.
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. (Romanos 11.25)
Renascido primeiramente em descrença (Eze. 37.8), Israel permaneceria parcialmente separado de Deus até que a Igreja gentílica atingisse o seu complemento total (número predeterminado) e chegasse a seu destino. (A palavra grega traduzida como “plenitude” era um termo náutico normalmente utilizado para descrever o número total de tripulantes e de carga necessários para cumprir a missão de uma embarcação. A embarcação não poderia navegar até que essa exigência fosse cumprida. A palavra traduzida como “haja entrado” significa chegar a um lugar designado.)
Então o véu seria retirado à medida em que Deus Se revelasse a eles novamente. Como vimos acima, Ele usará a batalha de Ezequiel para começar essa renovação do Antigo Concerto com eles. Mais tarde Israel fará a transição do Antigo Concerto para o Novo, durante a Grande Tribulação. (Zac 12.10) Lembre-se, se eles não voltassem ao Antigo Concerto primeiro, não necessitariam de um Templo. Ele os está retomando de onde pararam.
E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas, Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (Atos 15.13-18)
Isso aconteceu cerca de 20 anos após a cruz. A controvérsia do dia foi se os gentios tinham de se tornar judeus antes de se tornarem cristãos. E, se não, o que seria de Israel? O irmão do Senhor, Tiago, explicou aos Apóstolos e outros presentes ao Concílio de Jerusalém que Israel estava sendo temporariamente posta de lado enquanto Deus focalizava na Igreja. Após ter tomado esse “povo para o Seu nome” (cristãos) dentre os gentios, Ele voltaria e reconstruiria Seu Templo. A passagem implica que Ele levaria a Igreja a algum lugar e então voltaria para reconstruir o Templo, restaurar Israel, e dar ao restante da humanidade uma última chance de buscá-Lo.
Essas três profecias da Bíblia deixam claro que uma vez que Jerusalém se tornasse uma cidade judia novamente, Deus começaria a preparar Israel para a Sua vinda outra vez. Mas ele não estaria focado exclusivamente neles até que tivesse terminado de construir a Igreja e nos tivesse levado para o nosso lugar designado. E onde é isso? Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (João 14.2-3) (Ele não prometeu voltar para estar conosco aqui, mas para nos levar para lá, onde ele está.) Depois disso Ele cuidaria do reavivamento de Israel e da construção do Templo deles.
Por toda a Escritura, o Senhor parece estar envolvido ou com Israel ou com a Igreja, mas nunca com os dois ao mesmo tempo. Tiago mostra isso em seu pronunciamento com relação à Igreja em Atos 15. Todos os líderes da primeira igreja sabiam agora que assim que Deus alcançasse Seus objetivos com a igreja, Ele se voltaria para Israel novamente.
Por esta razão, o renascimento de Israel em 1948 e a reunificação de Jerusalém em 1967 são vistos como os mais importantes sinais de que o Final dos Tempos está sobre nós. A Seqüência de Eventos Principais é somente a primeira das “Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia do Tempo do Fim”. Na próxima vez, veremos mais algumas.

Nem Tudo Era Dele

Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o pão - o suave pão
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?

- Era emprestado!

E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?

- Era emprestado!

Enfim, NADA era dEle!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"

Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade...
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...
Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,

ESSA CRUZ ERA MINHA!
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