terça-feira, 26 de julho de 2011

Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais - Parte 3

Esta é a última prestação da nossa série intitulada Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais.

5) Condições acerca da 2ª Vinda

Alguns dias antes de ser preso, Jesus teve uma conversa particular com quatro dos Seus discípulos, seu círculo mais próximo. Eles eram Pedro e André, e Tiago e João, dois pares de irmãos. Eles haviam perguntado a Ele sobre a 2ª Vinda e o Fim dos Tempos. Sua resposta está contida em Mateus 24-25 e Marcos 13 e Marcos 21. Esse é chamado o Sermão do Monte porque a conversa aconteceu no Monte das Oliveiras.
Na narrativa de Mateus, a mais detalhada, Jesus usou diversas referências geográficas e cronológicas. Ele o fez para que Seus ouvintes não ficassem confusos quanto à identidade de Sua real audiência. Tendo mandado que entendêssemos essa passagem em Mat 24.15, Ele queria certificar-se de que as entenderíamos direito. Eu as apontarei e explicarei sua significância quanto ao nosso assunto.
É claro, tornar clara a cronologia dos eventos não impede alguns de ignorar essas referências em uma tentativa de fazer as palavras do Senhor se encaixarem com suas idéias preconcebidas. O resultado é que alguns comentaristas O fazem falar para uma audiência diferente da que ele tencionava, e aparentando dizer coisas que nunca disse.
Por exemplo, alguns tomam a visão errônea de que, se o Sermão do Monte está nos Evangelhos, ele é para a Igreja. Mas em Mat 24.16, o Senhor deixa claro que está admoestando uma futura geração de pessoas na Judéia (como Israel era chamado então) a orar para que sua fuga do anticristo não se desse nem no inverno nem caísse no sábado. As montanhas da Judéia são traiçoeiras no inverno e os Judeus são proibidos pela Lei de viajar mais do que 1000 passos no sábado por qualquer que seja o motivo. A advertência é dirigida ao Israel futuro, de volta ao relacionamento do Antigo Concerto, no começo da Grande Tribulação, a três anos e meio da Segunda Vinda. A Igreja já terá ido.
Em Mat 24.15-21, Ele explica que a Grande Tribulação começará com a Abominação que causa Desolação, o anticristo dentro do Templo declarando ser Deus. Este é o sinal para os judeus fugirem para as montanhas.
Então, em Mat 24.29, Ele diz que imediatamente após o fim da tribulação, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Agora são 3 anos e meio mais tarde. A Grande Tribulação acabou.
Mat 24.30 mostra o povo da terra vendo o Sinal do Filho do Homem no céu, Sua volta visível à terra com poder e grande glória, e todas as pessoas da terra se lamentando. Agora é tarde demais para eles serem salvos e intuitivamente eles percebem isso. Esta é a Segunda Vinda. (Compare o uso da segunda pessoa “tu” e “teu” nos versos 20, 23, 25 e 26 com a terceira pessoa “eles” no verso 30. Os judeus que prestam atenção a esta advertência e fogem são distinguidos das nações (gentios) que lamentam o Seu retorno).
Mat 24.36 começa com “... daquele dia e hora ninguém sabe...”. Que dia? Que hora? O dia e a hora de Sua Segunda Vinda. Fique no contexto. Esse foi Seu assunto desde o verso 30. Eu creio que a razão de Ele ter dito “dia e hora” é para que soubéssemos com certeza que Ele está falando dos verdadeiros Dia e Hora de Sua Vinda, não do tempo genérico.
(Mat 24.40-41 são frequentemente usados para mostrar onde um arrebatamento pós-tribulação acontece, mas um pouco mais para frente eu mostrarei por que isso não pode ser. Primeiro vamos continuar com nossa revisão das referências de tempo do Senhor.)
Mat 25 começa com a palavra “ENTÃO...” (ou Naquele tempo...) e contém três ilustrações que o Senhor usou para descrever o tempo de Sua Vinda. Para o propósito deste estudo, eu somente ressaltarei o que elas revelam sobre a identidade de seus destinatários

A Parábola das 10 Virgens

A primeira é a Parábola das 10 Virgens. Ela é às vezes usada para ilustrar a precária posição dos “desviados” na Igreja, mas há diversos problemas com essa visão.
Primeiro, se o óleo está sendo usado simbolicamente aqui, como creio que está, então o princípio da Constância Expositiva exige que ele represente o Espírito Santo. Podemos perder o Espírito Santo, ou exaurir nosso suprimento dEle? Efésios 1.13 e 2 Coríntios 1.21-22 dizem que o Espírito Santo foi selado dentro de nós como uma garantia de nossa herança, e que isso aconteceu somente porque nós cremos na mensagem do Evangelho. Por todo o Novo Testamento, fica claro que a posição da Igreja diante do Senhor se baseia em crença, não em comportamento.
Mas tal garantia não é mencionada para os crentes da Tribulação. De fato, Apo 16.15 os adverte especificamente a ficar acordados e manter sua retidão, simbolizados por manter suas roupas com eles. (Frequentemente as roupas são usadas para representar retidão, como em Isaías 61.10). Apo 16.15 implica que os crentes da Tribulação são responsáveis por se manter firmes em sua fé para evitar perder sua salvação. Mat 25.8 concorda, dizendo que todas as 10 virgens tinham óleo em suas lâmpadas no começo, mas as cinco tolas não tinham o suficiente para continuar até o fim. Lembre-se, todas as 10 virgens são apanhadas dormindo quando Ele volta. Todas elas se comportaram mal. É o óleo que distingue um grupo do outro.
Segundo, os eruditos nunca chamam essas 10 Virgens de Noiva, mas frequentemente as chamam de damas de companhia. A Igreja é a Noiva, não uma dama de companhia! Quando foi que você ouviu falar de uma noiva tendo que pedir ao noivo para ser admitida em seu próprio casamento?
Terceiro, parece que elas estão tentando entrar na Seudas Mitzvah (festa de casamento), um banquete que vem após a cerimônia de casamento. Se é assim, nenhuma delas esteve na cerimônia propriamente dita, com óleo ou não, então, nenhuma delas pode ser a noiva. De fato, não há menção a nenhuma noiva em lugar algum desta parábola.
Essas virgens não são a Igreja. Elas são sobreviventes da Tribulação tentando entrar no Reino Milenar. Cinco foram salvas durante a Grande Tribulação, assinalada pelo óleo, permaneceram firmes, e são recebidas. As cinco sem o óleo quando Ele chegou não permaneceram firmes e são excluídas.
Esta parábola ensina que Sua volta assinala o limite após o qual mesmo os pedidos para ser salvo e receber o Espírito Santo serão negados. (As virgens tolas, como a parábola as chama, estavam a caminho de reabastecer seu óleo quando o noivo chegou.) A porta será fechada, e o Senhor negará jamais ter conhecido quem chegar atrasado.

A Parábola dos Talentos

Em Mat 25.14, no começo da Parábola dos Talentos, a palavra “também” significa que Ele está dando outra ilustração para o mesmo período de tempo que a parábola das 10 Virgens, o Dia da Sua Vinda. Apesar do fato de usarmos o talento como sendo uma dádiva ou habilidade deriva desta parábola, um talento era uma unidade de medida grega, normalmente monetária.
A chave para interpretar a parábola é saber que tudo é símbolo de alguma outra coisa, assim, nesta parábola, um talento representa algo valioso para o Senhor que Ele deseja que seja investido. Em Seu retorno, Ele pergunta àqueles para quem o confiou, o que alcançaram.
Aqueles que ensinam que talentos são dádivas dadas à Igreja para serem utilizadas sabiamente, produzindo um retorno mensurável, não leram o último verso da parábola. O servo que enterrou o seu talento na terra e não produziu nada com ele foi lançado nas trevas exteriores, o destino eterno dos descrentes. Estará o Senhor ensinando uma salvação baseada nas obras aqui? Ameaçando-nos com a perda da nossa salvação se não produzirmos o suficiente com os dons que Ele nos deu? Não pode ser!
Lendo a Bíblia, fica claro que dinheiro não é importante para o Senhor. Mas Salmo 138.2 diz que Ele valoriza Sua Palavra acima de tudo. Creio que os talentos representam a Sua Palavra. Aqueles que a semeiam nos corações dos outros descobrem que ela se multiplica em novos crentes. Aqueles que a estudam descobrem que seu próprio entendimento cresce, multiplicando sua fé.
Mas aqueles que ignoram a Sua Palavra descobrem que é como escondê-la na terra. Fora da vista, fora da mente, até que o pouco com o que começaram esteja perdido para eles. Isso prova que ela nunca teve nenhum valor para eles, e os condena como descrentes a serem lançados nas trevas exteriores. Eles ouviram a verdade e a ignoraram. Agora é tarde demais. Em 2 Tes 2.10 Paulo os descreve como aqueles que pereceram porque recusaram amar a verdade e ser salvos. Alguns trarão ainda a responsabilidade maior de ter desviado seus seguidores por sua recusa em lhes ensinar a verdade.
Em Sua Palavra, o Senhor delineou todas as atitudes que tomaria com relação ao Seu plano para o planeta terra. “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas,” Ele disse (Amós 3.7). Ele o fez para que o homem jamais tivesse que adivinhar o que Ele tinha em mente. E no que concerne ao Final dos Tempos, Ele teve mais a dizer do que sobre qualquer outro assunto. Ninguém pode alegar ignorância. Novamente, o ponto é que alguns que sobreviverão à Grande Tribulação serão recebidos no Reino e alguns não, e a fé é o fator determinante.

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes

Mat 25.31 não deixa dúvidas quanto ao tempo. Ele começa “E quando o Filho do homem vier em sua glória...” e continua falando sobre o Senhor estabelecendo Seu trono na terra após Sua volta para o Julgamento das Nações, na verdade, um julgamento dos gentios sobreviventes da tribulação. O Senhor não julga nações no sentido eterno, somente indivíduos. A palavra grega aqui é ethnos, e significa “pessoas de todos os tipos”. Eles serão julgados pela forma como trataram “Seus irmãos” durante a Grande Tribulação. Isso é chamado de julgamento das Ovelhas e dos Bodes, sendo as ovelhas aqueles que ajudaram os irmãos Dele através dos horríveis tempos recém passados e os bodes aqueles que não o fizeram.
Alguns dizem que “Seus irmãos” são crentes, quer judeus ou gentios, e outros dizem que são especificamente judeus, mas o ponto mais importante é que esses sobreviventes da tribulação não estão sendo julgados por suas obras. Suas obras estão sendo citadas como evidência de sua fé, como em Tiago 2.18. Ajudar um crente, especialmente um judeu, durante a Grande Tribulação demandará ainda mais coragem do que na Alemanha de Hitler, e será uma ofensa punível com a morte. Somente um seguidor de Jesus, certo de Seu destino eterno, se atreveria fazer e até mesmo a querer isso. Aqueles que ajudaram “Seus irmãos” terão demonstrado sua fé através de suas obras e serão escoltados vivos para o Reino. Aqueles que recusaram ajuda terão condenado a si mesmos às trevas exteriores pela evidência de sua falta de fé.
Todas essas ilustrações ensinam a mesma lição. Crentes sobreviventes que entram vivos para o Reino. Alguns terão se apoiado somente no dom da fé do Espírito Santo, como na Parábola das 10 Virgens. Outros terão multiplicado sua fé pelo estudo e pelo compartilhar da Sua Palavra, como na Parábola dos Talentos. Outros ainda terão posto sua fé em ação, arriscando suas vidas na barganha. Eles são as Ovelhas do Julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Mas assim como tem sido através da história, todos serão salvos pela fé.

Onde Está o Arrebatamento?

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes é, na verdade, uma expansão de Mat 24.40-41 “Um tomado e o outro deixado...” Além do problema do tempo, eis porque esses versos não podem estar descrevendo o Arrebatamento. A palavra grega traduzida por tomados nos versos 40 e 41 significa “recebidos”. Os capitães escolhendo os times em um jogo de futebol de várzea apontam para alguém e dizem, “Eu pego você”. Isso significa, “Venha para cá. Você está no meu time”. Nenhum problema até aqui, o Senhor está pegando uns, mas não os outros.
Mas o significado principal da palavra traduzida como deixados é “mandar embora” como um esposo se divorciando “mandaria embora” sua esposa. Naqueles dias as esposas não tinham direitos e, exceto em circunstâncias não muito comuns, não possuíam propriedade. O lar do casamento era propriedade do marido, normalmente construída nas terras de sua família. Se ele se divorciasse de sua esposa, ele a mandava embora para viver em outro lugar, excluindo-a de sua presença. Os descrentes não são mandados embora dessa maneira no Arrebatamento.
Esta passagem não está descrevendo o arrebatamento. O tempo, o contexto e a disposição das partes estão totalmente errados. Este é um resumo do julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Aqueles que são tomados (recebidos) entram vivos no Reino em seus corpos naturais e ajudam a repovoar a terra, enquanto aqueles deixados (mandados embora) são postos nas Trevas Exteriores, para sempre banidos da presença de Deus. (Se Mat 24.40-41 é o arrebatamento, como poderia haver alguma ovelha sobrando para o julgamento das Ovelhas e dos Bodes? Eles já teriam todos sido tomados!)
E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem (Mat 24.37). Vamos voltar agora e atacar essa declaração de resumo. Nos dias de Noé o povo da terra podia ser separado em três grupos. Havia os descrentes que pereceram no Dilúvio, a família de Noé que foi preservada através do Dilúvio, e Enoque que foi tomado da terra antes do Dilúvio (Enoque foi trasladado em Gêneses 5. Isso significa que Deus o levou vivo para o céu. O Dilúvio veio em Gênesis 6).
No tempo da 2ª Vinda o povo da terra também pode ser separado em três grupos. O mundo descrente que perecerá nos julgamentos do Tempo do Fim, Israel que será preservado através dos julgamentos, e a Igreja que será tirada da terra antes dos julgamentos.
Há algumas similaridades interessantes entre Enoque e a Igreja. Seu nome significa “ensino”, um dos principais papéis da Igreja. A tradição judaica diz que Enoque nasceu no 6º dia de Sivan e foi trasladado no seu aniversário. O 6º dia de Sivan é o dia no calendário hebraico em que se celebra a Festa do Pentecostes. Esse é o dia em que a Igreja nasceu. Será que seremos arrebatados em nosso aniversário também? O tempo dirá. De qualquer forma, Enoque é um bom modelo para a Igreja. Mas você diz, “Enoque era um só corpo”. Também o é a Igreja.

6) A Duração e o Propósito do Milênio

Assim como arrebatamento e Lucifer, milênio é uma palavra de origem Latina e não aparece em lugar algum das Escrituras. Nós a tomamos de duas palavras do Latim, mille, ou 1000, e annum, ou ano. Mille annum, millenium, milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, também conhecido como a Era do Reino. É o sétimo e último período de mil anos da Era do Homem, que começou com o nascimento de Adão. É frequentemente confundido com a Eternidade, mas, como vimos antes, os dois são distintos. Um milênio é obviamente um espaço definido de tempo, enquanto por definição Eternidade é a ausência de tempo.
Durante o Milênio, o Senhor será Rei do Céu e da Terra, sendo a terra restaurada à condição em que estava quando Adão foi criado. Isso incluirá a restauração da paz entre o homem e os animais, trazendo de volta o ambiente tipo jardim original da terra com seu clima subtropical global, eliminando mal-tempo, tempestades assassinas, terremotos e calor ou frio extremos. O tempo de vida do homem começará a aumentar novamente para se igualar ao dos patriarcas de Gêneses. As doenças, esse subproduto do pecado, serão grandemente reduzidas. Parece que a população da terra será sustentada pelo retorno a uma economia agrária, mas sem todos os obstáculos que Adão enfrentou, já que a maldição de Gêneses 3 é finalmente retirada. O homem facilmente produzirá o suficiente para o uso de sua família, e gostará de fazê-lo. Ninguém trabalhará improdutivamente, ou primariamente para o benefício de outros. As crianças crescerão sem medos e os adultos envelhecerão em paz. (Um resumo de Isaías 2.1-5, 4.2-6, 35, 41.18-20, 60.10-22, 65,17-25, Miquéias 4.1-8)
Já que a terra será repovoada principalmente por sobreviventes da Tribulação em seus corpos naturais, ainda haverá pecado, apesar de em menor escala, especialmente no começo. No assim chamado Templo Milenar em Israel, sacerdotes conduzirão sacrifícios diários pelo pecado, assim como nos dias do Antigo Testamento. Mas enquanto os crentes do Antigo Testamento observavam os sacrifícios do Templo para aprender o que o Messias faria um dia por eles, crentes originais Milenares os observarão para lembrar, e para suas crianças aprenderem, o que Ele já fez (Eze 40-47).
O Senhor reinará supremo na terra como Rei e Sumo Sacerdote, o cabeça tanto de um governo mundial como de uma religião mundial. Ele não tolerará ameaças à Sua paz estabelecida, nem qualquer desvio de Sua doutrina (Salmo 2).
No começo, somente os crentes habitarão a terra, aproveitando do verdadeiramente utópico ambiente que a humanidade sempre sonhou, mas somente Deus pode criar. Em breve eles terão filhos que, à medida que amadurecem, terão que escolher receber o perdão do Senhor, assim como nós. E como acontece hoje, alguns O rejeitarão para seguir seus próprios caminhos. Quando Satanás for solto no final do Milênio, haverão tantos que recusaram o Senhor que ele rapidamente encontrará um enorme exército de recrutas para sua última tentativa de chutar o Senhor para fora do planeta.
Mas, com fogo do céu, o Senhor destruirá o exército de Satanás, atirando-o no Lago de Fogo, onde ele será atormentado de dia e de noite para sempre. Nunca mais ele ou um de seus cúmplices serão livres para afligir o povo de Deus (Apo 20.7-10).
Como Isso Poderia Acontecer?
O que começou como uma era de inimaginável paz e prosperidade, terminará em guerra aberta contra o próprio Rei que a tornou possível. Como pode ser?
Antes do Milênio, o homem tinha três desculpas para sua incapacidade de agradar a Deus. A primeira era Satanás, cujos esquemas engenhosos desencaminharam o homem. Mas durante todo o Milênio, Satanás tem estado atado em trevas.
A segunda era a má influência de descrentes entre nós. Mas no começo do Milênio, a terra estará limpa de todos os descrentes. Somente àqueles que deram seu coração ao Senhor foi permitido entrar no Reino.
E a terceira era ausência de Deus no nosso meio. Por 2600 anos, com exceção de um período de 33 anos, Deus esteve ausente deste planeta deixando o homem “se virar”. Mas durante todo o Milênio Pai, Filho e Espírito Santo têm vivido no meio do povo da terra.

Qual é o Objetivo?

No Milênio, os habitantes da terra viverão nas circunstâncias ideais do paraíso, como Adão e Eva. A maldição se foi e o Senhor está lá no meio deles, todos são crentes e Satanás está atado. Ainda assim, ainda há bastante pecado residual nos corações do homem não regenerado para que ele se rebele na primeira chance que tiver. O homem pecaminoso não pode viver na presença de um Deus Santo, sendo incapaz de cumprir Seus mandamentos. Ele precisa de um Salvador e Redentor para reconciliá-lo com Deus, e um transplante de coração para curá-lo de sua natureza de pecado. Todo o objetivo do Milênio é provar de uma vez por todas que o coração do homem é enganoso acima de todas as coisas e além da possibilidade de cura (Jer 17.9)

O Milênio na Nova Jerusalém

A vida é muito diferente no Lar dos Remidos. Apesar de os Reis da Terra nos trazerem o seu esplendor, nenhum descrente pode jamais colocar os pés no lugar, nem mesmo um crente em seu estado natural. Nossas mansões no céu são feitas de ouro puro, assim como as ruas que passam diante delas, suas fundações são feitas de pedras preciosas. Não há Templo na Nova Jerusalém porque o Cordeiro de Deus habita lá e é o nosso Templo. A fonte de energia que nos ilumina e aquece é a Glória de Deus, e a nossa radiação, por sua vez, fornece luz para as nações da terra (Apo 21.9-27).
Nossos corpos glorificados terão sido liberados de suas ataduras dimensionais, permitindo-nos aparecer e desaparecer como quisermos, viajando para frente e para trás no tempo à velocidade do pensamento enquanto sondamos os ilimitados deleites da Criação de Deus. Nenhum detalhe foi deixado de lado no que se refere ao nosso conforto e felicidade. Não há mais morte ou lamento ou choro ou dor, somente a infindável alegria da exploração e do descobrimento. Como está escrito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Cor 2.9).
Nosso lar não está na terra, não está no Trono de Deus também. Abaixo dos Céus, mas nunca pousando na terra, nosso lar poderia ser chamado de um satélite de órbita baixa na terminologia de hoje. Com 2250 km de altura, largura e profundidade, ele não caberia em Israel, muito menos em Jerusalém. Se tocássemos a terra, precisaríamos de um espaço equivalente à área desde o Maine até a Flórida e até o Rio Mississipi, ou toda a Europa ocidental da Suécia até a Itália. E seríamos 4000 vezes mais altos do que o mais alto edifício da terra.
A Igreja foi descrita como a Pérola de Grande Valor. Uma pérola é criada no oceano e cresce como resposta a uma irritação. É a única gema preciosa que vem de um organismo vivo. No tempo da colheita, ela é removida de seu habitat natural para ser colocada em um encaixe preparado onde se torna um objeto de adorno.
Assim é com a Igreja. Criada dentre as nações gentílicas, a Igreja foi uma grande irritação tanto para Israel quanto para o Império Romano. Apesar de centenas de anos de perseguições buscarem a nossa destruição, nós crescemos constantemente. Na colheita seremos tirados da terra para sermos colocados em mansões que o Senhor construiu especialmente para nós, para nos tornarmos o objeto de Seu adorno.

7) A Eternidade

Não posso falar muito sobre a eternidade, exceto dizer-lhe que há uma. A Bíblia termina no final do Milênio, entretanto nos ensina que todos os que nasceram vivem para sempre. A questão não é se você tem a vida eterna. A questão é onde você passará a eternidade. Há somente dois destinos possíveis e nós os descrevemos a ambos. Felicidade eterna na presença de Deus, ou vergonha e punição eternas banidos da presença de Deus. Apesar de Deus ser paciente, não querendo que ninguém se perca, não é uma decisão que Ele deva tomar. Ele a entregou a você, sabendo que sem uma alternativa, sua escolha de aceitá-lo voluntariamente é sem sentido. Ele o ama o bastante para arriscar que você tome a decisão errada, e o bastante para ater-se aos seus desejos se você o fizer.
Não me entenda mal. Ninguém iria conscientemente escolher ir para um lugar de tormento eterno. Mas muitos terminarão lá. Quando acontecer, terá sido porque recusaram escolher o Céu, e esta é a única oura alternativa.
Aqui então estão as Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos Finais. Dominá-las lhe permitirá evitar com sucesso toda heresia e falso ensino que roda por aí nesses últimos dias. O estudo da profecia não é uma questão de salvação, mas o Senhor nos admoestou em diversas ocasiões a entender os sinais dos tempos para que não fossemos pegos desprevenidos. Devemos observar com expectação e esperar com certeza.
Em Apocalipse 1.3 nos são prometidas bênçãos por nosso estudo diligente, e em 2 Timóteo 4.8 uma coroa por esperar o Seu aparecimento. Mas para mim o maior presente que vem do estudo da profecia é o fortalecimento da nossa fé. Nada pode se comparar a observar a Palavra de Deus passar do abstrato ao concreto enquanto vemos a Profecia Bíblica se cumprir diante dos nossos olhos. Se escutar com cuidado, você quase pode ouvir os Passos do Messias.

Fonte: http://olharprofetico.com.br

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